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Natal Nov.2011

janeiro 22, 2012

Há muito tempo que não atualizo aqui.. foram muitas viagens e mudanças que acabei por não registrar, e por agora vim parar em João Pessoa. Terrinha tranquila e boa de morar. Daí, resolvi passar um fim de semana em Natal com o amore. Dessa vez sem fusca, que foi vendido depois da viagem à Chapada Diamantina em 2010.

Fui de João Pessoa pra lá de ônibus. Chegando na rodoviária, é só atravessar a avenida e pegar o ônibus que vai pra Ponta Negra, o 66. Quando perguntei à moça, onde passava o ônibus, ela me disse: “Demora, mas passa”. E realmente esperei um bom tempo na parada… Mas o que ela não me disse é que esse ônibus faz um arrodeio terrível pra chegar lá, não chegava nunca!! rs…

Enfim, ficamos hospedados em Ponta Negra mesmo. Uma pousada bem legal e com um papagaio muito divertido. Recomendo a pousada Olho de Tigre. Pertinho da praia… queria mais o quê?

Não sei se não demos sorte ou se a situação é essa mesmo, mas fomos ao centro histórico de Natal, que é lindo por sinal, mas me pareceu tudo meio abandonado. Passamos na Ribeira, onde tem o porto. Fomos à noite, em pleno sábado, e não tinha nem um barzinho aberto, uma festinha, nada! As construções antigas são linda, mas estão precisando de um pouco de cuidado…

Acabamos voltando pra Ponta Negra, que é onde se concentra as opções noturnas, principalmente para os turistas. Mas até na rua onde se localiza o bar e hostel que é um castelo (famoso até por ter recebido a visita de David Beckham) achei meio fraco o movimento. Eu tinha ido lá em meados de 2006, e era quase intransitável de tanta gente e carros passando.

Dessa vez não: rua tranquila, alguns bares que me lembrava nem existem mais… Talvez tenha sido a época, impressão, não sei… Só sei que esse fim de semana foi mesmo de praia, sombra e água fresca! Eu tava precisando…

JOÃO PESSOA – NATAL /NATAL – JOÃO PESSOA: a empresa que faz a linha é a Nordeste, cada trecho custa em torno de R$30,00.

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RN Mar.2009

abril 14, 2009

Um fusca, 2 malucos e o mundo… Saímos de Olinda as 4h da manhã. Já perto de João Pessoa,o fusca deu o primeiro problema. A luz da bateria acendeu e quando o eletricista de um posto de beira de estrada foi medir a voltagem, o aparelho ficou doido. Diagnóstico: só andando pra saber o que é.

Já no Rio Grande do Norte, acho que umas 9h, paramos em São José de Mipibu pra tomar o café da manhã. A cidade é bem bonitinha e no centro da cidade há o ‘centro turístico cultural’. Nesse espaço tem apenas 2 boxes onde funcionam lanchonetes, apenas 1 estava aberta. Aí você se pergunta ‘o que tem de turístico e cultural nesse centro?’. Eu respondo: o suco de acerola! O mais gostoso que eu já tomei na minha vida!

Às 11h, chegamos em Maracajaú, que fica bem depois de Natal, para almoçar. Os nativos mostraram a área que David Beckham comprou à beira mar pra construir um hotel de luxo. Vai estragar o lugar! Maracajaú e as praias próximas são muito lindas.

Subindo, em direção a Touros, pegamos uma entrada que segundo a sinalização iria pra Rio do Fogo. Mas acabamos entrando numa área onde se produz energia eólica… Já perto da cidade, o fusca deu problema de novo. Em Rio do Fogo, um mecânico muito do entendido deixou o fusquinha zero bala! No meio da tarde uma parada em Perobas pra um mergulho no mar. Lugar muito simples e maravilhoso! Um dos nativos era um pastor alemão muito simpático que mora num restaurante na beira da praia.

Perobas

Finalmente chegando em Touros, que era inicialmente o destino final do primeiro dia, não gostamos muito de lá. Pra passar a noite, resolvemos subir mais um pouco até São Miguel do Gostoso. Chegamos lá já era quase 18h. Pra achar uma pousada foi difícil, as que fomos estavam lotadas, com reservas para um grupo de Garanhuns e Caruaru que estava fazendo trilha, rali ou sei lá o que, por lá… Acabamos ficando na pousada Lagoa Mar, de uns portugueses. Muito bonita mas também muito carinha…

No video um pouco da paisagem do primeiro dia, o caminho errado e o fusquinha chegando a 120km/h!

Pela manhã, depois de muitas discordâncias de opinião de algumas pessoas sobre a estrada de barro que vai direto a Parazinho, resolvemos encarar. A outra opção seria voltar a João Câmara, muitos quilômetros e horas a mais de viagem. Fizemos muito bem, o caminho é inacreditável!! Por toda a estrada há milhares de borboletas, nunca vi tanta borboleta junta! E quando o carro chegava perto, elas voavam sobre a gente. Alucinante! No meio do caminho também alguns povoados. O vídeo na parte das borboletas tá meio louco, acho que fiquei tão abestalhada que não sabia nem como fazer. rsrs

Passamos por Parazinho e fomos almoçar em Pedra Grande. Pra ir a Galinhos, passamos por São Bento do Norte e em Caiçara poderiamos ir direto pela praia não fosse a maré enchendo… De novo as mesmas opções: estrada de barro ou voltar por João Câmara pra pegar a BR. Já tinhamos passado por uma, encaramos a segunda! Percorremos uns 15km em estrada de areia fofa no meio do nada, raras fazendas no meio do caminho, até nos depararmos com um atoleiro. Paramos pra analisar… Paolo disse que dava pra passar, eu atravessei a pé pra ter menos peso no carro. E quase que ele passava, quase mesmo! Já perto da margem o fusca atolou. A gente no meio do nada, trovões anunciando uma forte chuva chegando, e o jeito foi voltar todo o caminho a pé. Mas como toda desgraça não vem sozinha… fomos perseguidos por mutucas (moscas gigantes monstruosas mutantes que sugam o sangue do gado e qualquer ser que esteja perdido no mato e suando muito!), não adiantava correr, elas vinham atrás como um enxame de abelhas. De enlouquecer qualquer um! E assim ficaram minhas pernas…

O ataque das mutucas!

Andamos uns 3km até a fazenda mais próxima. A mulher do caseiro estava sozinha com os filhos, meio desconfiada deixou a gente entrar. Ligou pra um conhecido em São Bento que tinha um buggy pra ir buscar a gente e desatolar o fusca. Seu marido chegou logo depois, também ficou meio desconfiado quando viu a gente, mas depois conversou foi muito com Paolo. Enquanto esperavamos o ‘resgate’, Emanoel, filho de 2 anos do casal, contou suas estórias e se divertiu com minha câmera.

Emanoel

Um tempo depois chegou o RESGATE! O cara do buggy trouxe com ele mais 3 bêbados pra ajudar. kkkkkkkk Eles me olharam meio com cara de “isso é coisa de homem” e não me deixaram ir pra ver o desatolamento do fusca. Pelo que soube, eu perdi o melhor e mais engraçado de toda a estória. Imagina 4 bêbados tentando desatolar o carro. Devia ter ido pra filmar a cena… Pelo menos o atolamento ficou registrado!

Depois de desatolar, o fusquinha voltou a funcionar. Já era umas 5h da tarde, voltamos pra Caiçara pra procurar uma pousada. Passamos a noite na Pousada do Farol. Na beira da praia do farol, muito aconchegante e com precinho bom.

No domingo (29/03) de manhã ainda tivemos tempo pra uma voltinha na praia. Muito tranquila! Mas eu tinha que arrumar um jeito de voltar pra casa…

Praia do Farol

O fusca inventou mais uma estória e não queria funcionar, até a buzina disparou sozinha. Teve que ser puxado pra poder ligar, e depois disso não podia mais desligar antes que a gente chegasse em João Câmara! rsrsrs Chegamos lá já era quase meio-dia, o ônibus pra Natal sairia de 12h15. Nos despedimos rapidinho. Eu tinha que voltar pra casa e ele ia continuar a viagem até Fortaleza, mas não sem antes consertar o carro!

João Câmara - Natal

Cheguei em Natal pouco depois das 2h da tarde. O ônibus pra Recife saiu de 15h. Pedi pra descer em Abreu e Lima e peguei outro ônibus pra casa. Cheguei de 20h em ponto.

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JOÃO CÂMARA – NATAL: a passagem custa R$9,00. A linha é feita pela Expresso Cabral. Acho que não tem muitos ônibus por dia, não sei ao certo…

NATAL – RECIFE: linha feita pela Progresso, custa R$55,00.

Pipa Mar.2009

abril 4, 2009

Data magna de Pernambuco, dia 06 de Março, sexta-feira. Feriadão que ninguém tava esperando logo depois do carnaval. Na quinta, um pessoal foi de carona pra Pipa-RN e eu trabalhando… Só tive a confirmação de que não trabalharia na sexta, já quase no fim do expediente na quinta. Sexta de 7h da manhã ainda tive minha ultima aula prática da auto escola, acho que não dirigi muito bem, tava meio nervosa… rsrsrs Afinal, seria a primeira vez que viajaria sozinha.

Chegando na estação do metrô, uma mulher que desceu do mesmo ônibus que eu começou a puxar conversa. Por coincidência, ela também estava indo pra rodoviária. Incrível como rapidamente arrumei companhia e o frio na barriga passou como mágica. Conversamos durante todo o percurso até lá. Ela também ia viajar sozinha, só que pra Maceió, onde mora. Chegando no TIP, cada uma seguiu seu rumo.

O ônibus sairia de 11h, passava pouco das 10h ainda. Como sabia que a viagem ia demorar, almoçei num restaurante lá mesmo. Quando entrei no ônibus tive uma sensação muito boa, até ver que o cara sentado na poltrona em frente a minha tinha baixado ela totalmente para dormir. Incrível como tem gente folgada nesse mundo! Pedi pra ele levantar, afinal eu queria meu lugarzinho na janela. Meio com cara feia porque atrapalhei o início do sono dele, ele levantou o encosto me dando espaço pra sentar.

O percurso foi super tranquilo, admirando a paisagem, ouvindo música, cochilando… Quando entramos no Rio Grande do Norte, fui pedir ao motorista para descer em Goianinha. Ele me disse onde poderia pegar o ônibus voltando a Recife sem precisar ir a Natal. E, claro, não deixou de me fazer perguntas por estar viajando sozinha. rsrsrs

De Goianinha até Pipa o transporte me pareceu ser bem organizado. As vans são todas cadastradas, muitos passageiros já são conhecidos dos motoristas e cobradores e eles são muito prestativos. Pedi pra ficar na praça dos pescadores e desci em direção à praia, era pouco mais de 16h. Passando pela igrejinha e entrando à direita encontrei o pessoal num restaurante almoçando. Ficamos lá até quase anoitecer.

Nos hospedamos na pousada Vera: my house. Pequena, mas muito bonitinha e também barata. De noite, até que eu queria sair pra ver a agitação noturna de Pipa, mas o sono e o cansaço foram mais fortes que eu. Como diz lá na minha terra: hoje, só amanhã!

Sábado de manhã cedo acordamos pra tomar café e ir na Baía do Golfinhos. Há dias em que eles vem pra perto da costa e é possível nadar com eles! Mas nesse dia não tivemos sorte, eles não apareceram… Mas a praia é linda, água super limpinha e calma!

Baía dos Golfinhos

De noite, aproveitamos a cozinha liberada da pousada pra fazer um jantarzinho meio maluco. Lagostinhas, legumes, macarrão e caipirinha. Depois de descansar um pouco, fomos pra night. Há uma rua com alguns bares e uma galeria, que rola um sambinha legal pra turista (a maioria do público é de estrangeiros). Nos bares, música eletrônica e só. Por ser um lugar pequeno, não tem opções muito diversificadas de balada. No bar cachorro da mão quebrada, não ia mais rolar o reaggae que tinham indicado pra gente. Já umas 4 da manhã e a unica opção era a boate que parece uma oca, não lembro o nome. Parece que era a ultima noite ali, a boate ia mudar de endereço. Como os meninos não quiseram pagar pra ficar só meia hora na boate, fomos à praia ver o sol nascer.

Dormimos pouco no domingo de manhã e acordamos cedo pra ir à praia do amor. Fomos pela costa, e como a maré estava enchendo, em alguns trechos foi difícil passar. Chegando lá, entendi o porquê do nome: quase todo mundo lá está com a sua metade da laranja. Há também alguns surfistas, as ondas lá são boas pro surf.

Voltamos pra pousada para almoçar e pra pegar minha mochila. Depois do almoço me despedi do pessoal e peguei minha carona de volta. Pipa é um paraíso, um lugar mágico!! Espero que continue assim por muito tempo, quero voltar lá ainda muitas vezes.

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OLINDA – RECIFE – PIPA: Pra chegar na rodoviária peguei o ônibus RIO DOCE/PRINCESA ISABEL, pagando tarifa “B”. Desci na frente da estação central do metrô. Pagando R$1,40 (acho que era isso), peguei o metrô que vai pra Camaragibe. Desci na estação Rodoviária. No guichê da Progresso, comprei a passagem RECIFE/NATAL que custa R$55,00. Como Pipa fica antes de Natal, chegando no Rio Grande do Norte, pedi pra descer na cidade de Goianinha. Atrás da igreja matriz de Goianinha, peguei uma van direto pra Pipa, pagando R$3,00.

Vagas lembranças…

abril 1, 2009

Resolvi escrever! Depois que comecei a ganhar o mundo, acho legal compartilhar as aventuras para, quem sabe, talvez ajudar alguém, matar a curiosidade ou só pra eu mesma não esquecer nada das minhas aventuras. Fiz algumas viagens nos ultimos anos, pena não ter mais tanta coisa na memória pra contar…

Logo no primeiro ano da faculdade, fui com a turma a Natal-RN para um congresso. Foi ótimo, apesar do pouco tempo! Alugamos um carro e fomos em Genipabu. Tinhamos a dica de que no caminho havia uma entrada para uma cachoeira. Quando chegamos, a tal cachoeira parecia mais uma bica! hahaha Mas era legal lá, a força da água fazia uma massagem boa nas costas. Depois de tanto passeio, uma bronca do coordenador do curso por praticamente não ter marcado presença no tal congresso que nada tinha a ver com nossa área. Mas quem se importa?! hahaha Valeu a pena. Bota uma tuia de designers numa duna pra ver se presta! Vídeo hilário!

Em novembro de 2008, fui pra Porto de Galinhas de carona com pippi. Passeio maravilhoso de relaxante! Munidos de máscara e tubo (ah, e pippi armado com seu arpão sedento por sangue de peixinhos inocentes!), ficamos quase 4 horas direto dentro do mar. Mergulhar naquelas águas claras entre as pedras é maravilhoso, nem percebemos o tempo passar. Mas como eu não sou uma mergulhadora assídua (essa foi a primeira vez), estava cansada, não fiz alongamento e talvez estivesse precisando de um pouco de potássio; tive cãimbra numa perna. E depois na outra. Mas nada que uma parada em cima das pedras não melhorasse um pouco a situação. Ah, e também nada como alguém disposto pra rebocar você quando preciso. rsrsrs No final, pippi ainda conseguiu pegar um peixinho e o almoço dele tava garantido! rsrsrs

No fim do ano passado fui em Praia Bela na Paraíba. Lugar lindo e tranquilo. Rio desaguando no mar. Caminhando em direção ao sul, é totalmente deserto. Depois de andar quase uns 20 minutos, há no meio do nada, entre o mar e o rio, duas ou três casinhas de taipa. Provavelmente pescadores vivendo isolados do mundo. Como registro apenas um pequeno vídeo feito com o celular.