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Barra de Camaratuba – Jan.2011

janeiro 29, 2011

Voltando à atividade! Ainda tou devendo um post sobre a Chapada Diamantina e a Puglia, mas um dia sai! Vamos ao que interessa: a primeira viagem de 2011. Um fim de semana prolongado…

Inicialmente o plano seria passar 2 dias na Baía da Traição e 2 dias em Barra de Camaratuba, Paraíba. Acordamos de 5 da matina pra começar a jornada. Bom, chegando na Baía, pra falar a verdade eu e meu amore não gostamos muito de lá. Estávamos procurando um lugar mais tranquilo e achamos a Baía grande demais e também não achamos muito convidativo os caixas de som enormes que vimos em varandas de algumas casas. Queremos é sossego!

Almoçamos e pegamos mototaxi até a ‘boca da Barra’, como o pessoal chama onde o rio deságua no mar e para chegar em Barra é preciso pegar uma balsa.

A margem direita do Rio Guajú, no centro da região de fronteira, está a vila de pescadores de BARRA DE CAMARATUBA, ultimo distrito do Estado da Paraíba. Pertencente ao município de Mataraca, encravada entre dunas e grandes reservas ecológicas a “Barra”, como os nativos a denominam, é o que se pode chamar de paraíso tropical. Com uma população que não chega a mil habitantes, o vilarejo vem despertando o interesse de visitantes e investidores estrangeiros que planejam com o apoio do poder público municipal transformar a Barra de Camaratuba em um ícone do desenvolvimento turístico, sustentável e preservacionista, com foco no ecoturismo turismo rural e de aventura.

Quando chegamos na boca da Barra já era por volta de 13h, relaxamos um pouco num barzinho que tem na beira do rio. Depois atravessamos e começou a busca por hospedagem. Lá não tem muita opção, acho que só umas 4 ou 5 pousadas e os preços não são muy amigos. Depois de muito perguntar por uma casinha pra alugar, achamos um quartinho com preço camarada e foi ali que nos instalamos.

A quinta-feira foi dia só de viagem, já a sexta e o sábado foram dias de chuva! Infelizmente por causa disso não deu pra fazer nenhum passeio nos arredores, mas ainda dava pra dar um pulo na praia, que aliás tem um mar muito forte. Tanto que nesse fim de semana teve até um campeonato de surf lá.

Uma coisa que deu pra fazer foi caminhar pela praia até a área onde é produzida energia eólica. É só ir se afastando do vilarejo pra aproveitar de uma praia deserta e maravilhosa. Pena que na volta a chuva nos pegou no caminho…

Finalmente, no domingo, o sol se mostrou forte e com a maré baixa era uma manhã perfeita pra dar uma corrida na praia e se refrescar no mar mais calmo. Depois do almoço, com a maré ainda baixa, dava para atravessar o rio e entrar por trilhas ná áreas das falésias. A gente andou horrores debaixo de sol quente tentando achar um caminho pra descer à praia mas não existe. Só indo mais longe, o que é uma pena, porque aquela praia é maravilhosa e deserta! Aí tivemos que voltar e por sorte a maré ainda permitia que atravessássemos o rio andando.

O domingo compensou a viagem, mas já na segunda de 5h30 da manhã sai o único ônibus por dia para João Pessoa.  E aí foi uma verdadeira odisséia… O valor da passagem é R$15,00, tem meia para estudante mas só para quem tem carteira da Paraíba! Não adianta mostrar sua carteirinha da UNE que eles não aceitam, legal né? O ônibus não tem o que falar, é velho, apertado, não tem ar condicionado e é o famoso pinga-pinga. Entra em Mataraca e Mamanguape e para 500 vezes pro pessoal subir e descer. Assim, o ônibus simplesmente fica lotado e com várias pessoas em pé. Imagina que delícia: pagar R$15,00, R$10,00 ou R$5,00 (depende de onde você pega ele) e ir em pé até João Pessoa! Pra voltar a Recife pagamos o mesmo valor e viemos num ônibus bem mais confortável…

RECIFE – JOÃO PESSOA: pela Progresso tem vários ônibus por dia, pagamos R$18,00 cada.

JOÃO PESSOA – BAÍA DA TRAIÇÃO: a linha é feita pela Rio Tinto e custa R$12,00. São apenas 3 ônibus por dia: 5h, 11h e 16h.

BAÍA DA TRAIÇÃO – BARRA DE CAMARATUBA: o valor do mototaxi é R$10,00 por pessoa.

BARRA DE CAMARATUBA – JOÃO PESSOA: a linha é feita pela Rio Tinto e custa R$15,00. Apenas 1 viagem por dia às 5h30 da manhã.

JOÃO PESSOA – RECIFE: pra voltar escolhemos a Bonfim que é mais barata que a Progresso. Pagamos R$15,00 cada.

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Campina Grande Jun.2009

julho 13, 2009

Com a greve do metrô do Recife, chegar na rodoviária foi meio complicado. Não fazia a mínima idéia de que ônibus pegar. Dei uma pesquisada no site Ônibus Recife e vi que o Camaragibe (Cd. da Boa VIsta) parava na estação rodoviária. Mas quando subi no ônibus e perguntei ao cobrador se ia mesmo pela rodoviária, ele me disse que não. Um senhor que tava na frente me disse que eu devia pegar Totó alguma coisa… Fui pra Av. Guararapes pensando que ali devia passar transporte pra quase todo lugar e logo passou um Totó (Jardim Planalto) e perguntei ao motorista se ia pro TIP. Ele me disse que era só ir pra parada do outro lado da rua e pegar o Curado IV (Av. 1). A parada tava lotada e esperei um tempão. Percebi que havia muita gente ali que também ia pra rodoviária. Imaginei logo o sufoco… Quando o ônibus finalmente apareceu, por sorte consegui ser a primeira a subir. Depois meio mundo de gente cheio de bolsas e pacotes se imprensando pra entrar no ônibus…

Chegando no TIP, não deu tempo nem de almoçar, só comprei uns biscoitos e água; e de 11h15 o ônibus estava partindo. Essa linha faz um rota diferente da que euestava acostumada quando ia pro norte. Chegando em Goiana, se pega o rumo do interior passando por Itambé, Itabaiana, Mogeiro e Ingá até chegar em Campina Grande. É muita cana-de-açúcar pelo caminho!

Cheguei antes das 15h. O clima tava bem friozinho e nublado. Saindo da rodoviária, peguei um ônibus para a integração no centro da cidade. Aline foi me buscar lá. A integração fica do lado de uma praça onde há um obelisco. Se não me engano, o local é chamado de Açude Novo, que por sua vez, fica bem de frente ao Parque do Povo, pólo principal da cidade. Campina Grande é bem desenvolvida e bonita, diferente da imagem de cidade de interior que eu tinha na cabeça.

Fiquei hospedada na casa de uma amiga de Aline, que mora com mais duas amigas, ao lado do Parque do Povo. Depois de deixar a mochila em casa, eu precisava comer! Pegamos um ônibus até o shopping para comer e comprar comida pro jantar e café da manhã.

Já tarde da noite, fui conferir o dito ‘Maior São João do Mundo’. No palco principal só bandas que eu nunca ouvi falar e muito menos lembro os nomes agora. Só sei que tocavam aquele forró estilizado, também chamado por aqui em Recife de ‘fuleiragem music’ por Zé Teles do JC. Na pirâmide só cheguei a tempo de ver só de passagem o finzinho da última quadrilha da noite.

O parque não estava muito cheio. Pensei que fosse porque era um dia depois do feriado do dia 24/06 e que muita gente ainda iria trabalhar na sexta-feira. Mas que nada! No jornal do outro dia mostrou o show de uma dupla sertaneja (ou sei lá eu o quê) que tá na moda agora e reuniu 70mil pessoas numa cidade vizinha. Acho q por isso deu pouca gente no Parque do Povo…

Na sexta pela manhã, depois que as donas da casa saíram pra trabalhar e Aline ainda relutava pra acordar, eu saí sozinha pra tirar umas fotos lá por perto. Diferente do dia anterior, o dia estava lindo, ensolarado e quente. Perfeito pra um passeio!

Igreja Cenográfica

Decoração da pirâmide

Cidade cenográfica

Obelisco - Açude Novo

No começo da tarde a gente foi dar uma volta no Açude Velho. Andamos pra caramba e encontramos o Parque da Criança fechado e quase deserto. Voltando pelo outro lado do açude, passamos por estátuas muito legais de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga tomando uma juntos.

Monumento no Açude Velho
Tomando uma!l
Jackson e Luiz!

Ao contrário da noite anterior, o Parque do Povo estava lotado até demais. Acho que passei a maior parte do tempo tentando me locomover no meio da multidão de um ponto a outro do que curtindo a festa. O único show que eu vi foi o de Zé Ramalho. Depois de um tempão para conseguir chegar no palhoção onde tocava pé-de-serra, eu só queria ir dormir. Já passava das 2h da manhã. Ainda bem que as meninas tiveram a mesma idéia, apesar de terem ficado na sala de casa conversando até depois das 4h.

Dormi muito pouco e acordei antes das 7h da manhã. Às 8h, deixei todo mundo lá dormindo e fui embora pra rodoviária. Por volta das 13h eu já estava em casa, na minha cama pensando que eu tenho minhas dúvidas que o São João de Campina Grande seja o maior do mundo. Mas tenho certeza de que não é o melhor!

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CENTRO RECIFE – TIP: pra ir de ônibus para a rodoviária, é só pegar o ônibus Curado IV/Av. 1 (Via TIP) na Av. Guararapes, próximo aos Correios. No sentido que vai para a Cd. da Boa Vista. Linha feita pela Borborema, tarifa “A”.

RECIFE – CAMPINA GRANDE/CAMPINA GRANDE – RECIFE: a linha é feita pela Progresso e cada passagem custa R$35,00.

Vagas lembranças…

abril 1, 2009

Resolvi escrever! Depois que comecei a ganhar o mundo, acho legal compartilhar as aventuras para, quem sabe, talvez ajudar alguém, matar a curiosidade ou só pra eu mesma não esquecer nada das minhas aventuras. Fiz algumas viagens nos ultimos anos, pena não ter mais tanta coisa na memória pra contar…

Logo no primeiro ano da faculdade, fui com a turma a Natal-RN para um congresso. Foi ótimo, apesar do pouco tempo! Alugamos um carro e fomos em Genipabu. Tinhamos a dica de que no caminho havia uma entrada para uma cachoeira. Quando chegamos, a tal cachoeira parecia mais uma bica! hahaha Mas era legal lá, a força da água fazia uma massagem boa nas costas. Depois de tanto passeio, uma bronca do coordenador do curso por praticamente não ter marcado presença no tal congresso que nada tinha a ver com nossa área. Mas quem se importa?! hahaha Valeu a pena. Bota uma tuia de designers numa duna pra ver se presta! Vídeo hilário!

Em novembro de 2008, fui pra Porto de Galinhas de carona com pippi. Passeio maravilhoso de relaxante! Munidos de máscara e tubo (ah, e pippi armado com seu arpão sedento por sangue de peixinhos inocentes!), ficamos quase 4 horas direto dentro do mar. Mergulhar naquelas águas claras entre as pedras é maravilhoso, nem percebemos o tempo passar. Mas como eu não sou uma mergulhadora assídua (essa foi a primeira vez), estava cansada, não fiz alongamento e talvez estivesse precisando de um pouco de potássio; tive cãimbra numa perna. E depois na outra. Mas nada que uma parada em cima das pedras não melhorasse um pouco a situação. Ah, e também nada como alguém disposto pra rebocar você quando preciso. rsrsrs No final, pippi ainda conseguiu pegar um peixinho e o almoço dele tava garantido! rsrsrs

No fim do ano passado fui em Praia Bela na Paraíba. Lugar lindo e tranquilo. Rio desaguando no mar. Caminhando em direção ao sul, é totalmente deserto. Depois de andar quase uns 20 minutos, há no meio do nada, entre o mar e o rio, duas ou três casinhas de taipa. Provavelmente pescadores vivendo isolados do mundo. Como registro apenas um pequeno vídeo feito com o celular.