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Alagoas Dez.2009

janeiro 26, 2010

Saímos de Olinda às 5h30 da manhã do dia 15. Fizemos uma parada rápida em São José da Coroa Grande e acho que antes das 11h a gente já estava em Maragogi. Ficamos numa pousada na beira-mar. A praia de Maragogi é linda! Quando está ensolarado o mar chega a ser esbranquiçado. O melhor lugar pra tomar banho é um pouco ao norte de um resort que, se não me engano, se chama Pontal de Maragogi. Incrível como na melhor parte da praia não tinha ninguém, e o dia estava lindo!

Maragogi

O que me chamou atenção foi a arquitetura da cidade, achei as construções horrorosas. E dá pra ver que muitas delas tiveram os 1º e 2º andares construídas bem depois do projeto original. Com o correr da viagem, vi que parte do litoral alagoano é parecido nesse aspecto.

Casas em Maragogi

Propaganda estranha

Catula e rela? Acho que todo mundo que não é de lá fica intrigado ao passar por essa casa. Perguntando na pousada, descobri que catula e rela são dois irmãos conhecidos da área por beber um pouco além da conta e disponibilizam uma ducha para os banhistas da praia. Pra completar a propaganda só fico devendo o preço do banho…

Na manhã seguinte, a chuva atrapalhou nossos planos de ir à praia perto do resort. Então seguimos viagem…

Fizemos uma parada rápida em Japaratinga e depois atravessamos de balsa para Porto de Pedras. Daí pra achar um lugar bom e barato pra almoçar foi complicado, nem lembro em que cidadezinha a gente almoçou. Mas demorou um bocado… Tivemos problemas também pra achar um lugar pra dormir nessa área. São poucas as pousadas, e caras! Em uma, a diária chegava a mais de mil reais. Só coisa de luxo, mas os povoados mesmo são bem simples. Só conseguimos um lugar mais em conta na cidade de São Miguel dos Milagres.

Porto de Pedras

Na quinta-feira continuamos rumo ao sul. Pouco antes de chegar em Barra de Santo Antônio, paramos num lugar especializado em produtos de búfalo. Comemos um delicioso espetinho de carne de búfalo acompanhado de queijo de búfala. Fica na beira da estrada e vale a pena a parada.

Chegamos à praia de Paripueira que é bem tranquila. No mar vi uma mancha escura que me pareceu um tubarão, mas parece que era só um bolo enorme de sargaço boiando. Só que como é melhor não arriscar, saí rapidinho da água. rs

Praia de Paripueira

Mais tarde nos deram uma dica pra chegar na praia de Ipioca. Pra ter acesso tem que entrar num condomínio, onde fica o restaurante Hibiscus. Toda a área é de propriedades privadas, acho que só mesmo pelo restaurante se tem acesso à praia. Brasil…

Praia de Ipioca

Em Maceió passamos a noite, mas foi complicado achar vaga nas pousadas. Ia ter um concurso federal e tava tudo já reservado. Depois de procurar muito, achamos uma no centro, mas no outro dia teríamos que deixar o quarto. À noite, demos uma volta na orla e pela manhã uma caminhada no centro. Vi várias construções antigas muito bonitas, mas não deu pra conhecer muito porque tivemos que deixar a cidade por não ter onde ficar.

A praia do Frânces é bem organizada turisticamente. Só não achei legal não ser proibido som de carro na praia. Incomoda muito a quem não gosta e quer tranquilidade.

Mais ao sul, paramos no mirante do Gunga. Uma vista incrível de uma fazenda imensa de coqueiros. É maravilhoso! Descobrimos que pra ter acesso à praia do Gunga, tínhamos que voltar um pouco e entrar na fazenda do Gunga. Mais uma propriedade privada! De tardezinha, já estava vazia e os bares fechados, mas é um lugar bem badalado. Tivemos sorte, a praia é linda.

Vista no Mirante do Gunga

Para achar um lugar pra dormir, tivemos que voltar pra Barra de São Miguel. Do pontal dá pra ver a queima da cana no canavial próximo. Nessa cidade também vi uma coisa que só tinha visto em filme até agora: uma televisão pública no meio da praça! E o curioso é que só tinha homem assistindo a novela.

TV na praça de Barra de São Miguel

TV na praça de Barra de São Miguel

Um pescador nos indicou uma praia chamada Lagoa Azeda e logo no outro dia fomos pra lá. Paramos numa barraca na beira da praia onde tinha um grupo de pescadores, pra comer um peixe fresco frito. Conversa vai, conversa vem… começaram a chegar pescadores que estavam no mar há 1 semana com um carregamento de peixes e arraias. E foi uma dessas que a gente esperou para o almoço. Arraia no coco com pirão de arraia fresquinha, uma delícia!

Praia de Lagoa Azeda

Barraca de pescadores

Pessoal comprando peixe

Gatinho malandro

Arraia desfiada e pirão de arraia

De Lagoa Azeda fomos para a próxima praia que eu não sei o nome. Na entrada não tinha nenhuma placa. É uma praia deserta e com um paredão de falésias. Lindo!

Praia perto de Lagoa Azeda

Outro lugar que os pescadores indicaram foi Dunas de Marapé. Pra atravessar o rio de barco e almoçar no restaurante à beira-mar custa R$35,00, se bem me lembro. Mas quem é liso como eu, pode entrar por uma fazenda mais adiante e chegar numa parte mais estreita do rio. A maré estava enchendo e deu pra atravessar nadando, mas pra quem não sabe nadar, melhor não se arriscar pois tem um pequeno trecho que é muito fundo e a correnteza é um pouco forte. Também vale a pena tomar banho na beira do rio sem precisar atravessar. O lugar é uma maravilha!

Dunas de Marapé

Passamos ainda pela praia de Jequiá e na de Poxim, onde dá pra perceber o avanço do mar que já derrubou alguns coqueiros. De noite, achamos pousada em Coruripe.

Praia de Poxim

No domingo fomos passando por Barreiras, Miaí de cima e Miaí de baixo. Nessa última a situação era ainda pior, com esgoto perto da praia e muito lixo na areia. Além das pessoas com o som do carro ligado em alto volume.

A última praia que visitamos em Alagoas foi a do Peba. Foi tão legal que até superamos o trauma de atolamento do fusca (ler post RN Mar.2009) e fomos com ele pela areia da praia! Atravessamos com ele um pedacinho de rio que desagua no mar até chegar na área das dunas. Deixamos o carro na beira da praia e fomos a pé até as dunas, que não ficam tão perto do mar (uns 5 minutos). Chegando lá, a gente teve que voltar rapidinho porque a maré tava enchendo e era arriscado o fusca ficar ilhado. Na travessia de volta pelo rio, a água já estava mais alta e acabou molhando o motor, mas nada muito grave. O melhor mesmo foi as caras das pessoas, perplexas, vendo a gente passando pela água com aquele fusca! rs

Praia do Peba

Dunas na Praia do Peba

Saindo de lá, fomos no povoado de Bonito, que fica vizinho. De lá, a gente chegou às dunas por dentro. Dois vaqueiros nos acompanharam por boa parte do caminho e depois voltaram ao trabalho. Nessa área o mar fica ainda mais distante, uns 20 minutos de caminhada, mas não fomos. Subimos em algumas dunas até encontrar um pequeno oásis. Que paraíso! Uma paz enorme se sente lá em cima. O único problema foi que quase que minha câmera se estraga com tanta areia. Voltamos pro carro exaustos, com os pés pretos de lama do pasto por onde passamos e sem água pra beber!

Dunas em Bonito

Pequeno oásis

Em Piaçabuçu, encontramos um lugar pra dormir. Incrível como em cada bar, restaurante, boteco e afins, tinha uma carro com o som ligado na frente! Me pareceu a única ‘diversão’ por lá em pleno domingo.

Chegada dos pescadores em Piaçabuçu

Pela manhã demos uma volta nas margens do São Francisco. Chegavam uns pescadores enquanto mulheres lavavam roupa e os papudinhos se divertiam. Que lugar! Visitamos um povoado próximo chamado Potengi, também à beira do rio. Depois voltamos pra pegar as coisas e ir para a próxima cidade.

Rio São Francisco

Povo animado na beira do rio

Penedo é uma cidade histórica muito bonita. É muito agradável caminhar por suas ruas de tardezinha e passear pela ‘orla’. Ficamos numa pousada às margens do Velho Chico. Pena não poder apreciar o pôr-do-sol naquele dia, pois estava completamente nublado… No outro dia, acordamos cedinho para pegar a balsa para Sergipe…

Penedo

Penedo

Rio São Francisco visto da pousada

O litoral de Alagoas, em sua maior parte, é maravilhoso! Conhecer quase tudo a bordo daquele fusca, foi uma aventura incrível! Mas o danado do fusca é forte e foi ainda mais longe…