Toscana – Itália Ago.2009 – Part.2

janeiro 10, 2010

Logo na chegada ao Monte Argentario fiquei impressionada com o mar, nunca tinha visto um assim tão limpo, ao vivo e a cores! rs Em pleno verão, o lugar tava bem movimentado. Fomos a uma praia de Porto S. Stefano que, pra chegar lá, tem que descer o morro. Por sorte essa praia não tava muito cheia, as pessoas preferem se espremer em lugares mais badalados. Que paraíso! Ficamos lá por horas. O único problema é o acesso, se é difícil descer, imagina subir! Subimos ainda com sol forte, mas aquele lugar vale muito a pena!

No Monte Argentario

Praia de Porto S. Stefano - Argentario

De noite, jantamos numa sagra em Fonteblanda. A música era péssima! Achamos um terreno tranquilo pra dormir no carro, não muito longe. No outro dia, acordamos bem cedinho e fomos à praia em Talamone pra tomar café e mergulhar um pouco.

Praia em Talamone

Peixinhos no mar

Continuamos viagem e andamos um pouco na cidade de Manciano, mas só achamos um lugar legal pra almoçar em Farnese, que lembra um pouco Sorano.

Manciano

Manciano

Farnese

Descansamos um pouco e fomos numa cidade ali perto. Castro é uma cidade etrusca abandonada e bem escondida. Restam apenas algumas ruínas e as casas, curiosamente, eram feitas em buracos no chão. As casas estão escondidas no meio do mato e aquele silêncio chega a dar medo. Eu me perderia facilmente se fosse sozinha por ali. Na entrada da cidade tem uma catedral, um templo etrusco antigo e uma área onde ficavam as tumbas. Quando eu fui entrar nessa área, vi que estava cheia de besouros que começaram a fazer um barulho estranho quando me aproximei. Gelei na hora e claro, achei melhor não perturbar o descanso dos etruscos e não entrei… É um lugar com uma história incrível, mas não muito valorizada pelo governo, está meio descuidado.

Templo etrusco em Castro

Medo de entrar ali...

Andamos muito pelas ruínas e saímos esbaforidos dali porque tava um calor tremendo. Pra refrescar, tomamos banho na beira da estrada, numa fonte perto de Farnese. Um velhinho chegou, sentou-se e ficou observando a cena. Talvez nunca tinha visto farofeiros do nosso naipe… rs

Lindos e cheirosos, fomos jantar em Valentano. Algumas ladeiras lembram muito o sítio histórico de Olinda. A vista que se tem de lá é maravilhosa!

Rua em Valentano

Área de antigo vulcão vista de Valentano

Para dormir, achamos uma área mais escondida às margens do lago de Bolsena. E foi lá que a gente passou o dia seguinte. Foi um dia muito agradável e tranquilo. O lago é ótimo pra tomar banho, tem peixes e até uma lagosta pequena a gente achou. Um casal de cisne também vive por lá e adora comer pão. Onde a gente tava, tinha também uma família muito amigável.

Lago de Bolsena

Cisne faminto

Em Gradoli, jantamos numa sagra. E na mesma mesa da gente, havia uma família que tinha um vinho feito por eles que era uma delícia! Ao invés de show, apresentações de dança. Eles definitivamente não sabem o que é samba!

Gradoli

Velhinhos fofocando na praça

Dormimos por trás de uma igreja que fica perto do lago. Pela manhã, voltamos à mesma área que ficamos no dia anterior e lá também estavam as mesmas pessoas. Eles gostaram tanto da gente, que um deles nos convidou pra um passeio de lancha. O lago é imenso e ele nos levou até a ilha que fica lá no meio. A ilha é maravilhosa, mas não podíamos descer porque é de propriedade privada. Tem até uma mansão lá. Muita pena eu não ter podido levar a câmera pra registrar o passeio. Até lá no meio a água é super transparente!

Na hora do almoço, fomos comer em Gradoli novamente. É uma cidade bonita, mas tem umas bizarrices que descaracterizam as construções antigas. Depois passamos na cidade de Bolsena e lá de cima dá pra se ter uma noção melhor da imensidão do lago.

Reforma bizarra em Gradoli

Vista do lago na cidade de Bolsena

À tarde fomos visitar Civita, a cidade que morre. Quando vi de longe fiquei super impressionada, é uma visão surreal. Pra chegar lá a caminhada é um pouco longa, ainda mais se for debaixo de um sol bem forte, mas pra amenizar a gente foi debaixo de um guarda-chuva. Que lugar mágico! A vista que se tem de lá também é linda.

Civita

Vista em Civita

Civita

Naquele calor e depois da caminhada de ida e volta que a gente fez até Civita, a gente tava precisando de um banho pra refrescar. Na cidade de Lubriano, tomamos banho rapidinho numa pracinha bem de frente a uma capela e com vista pra Civita. Ninguém viu! rs

Lubriano

Vista de Civita em Lubriano

Visitamos Orvieto, onde ia ter um festival de música. A catedral já pode ser vista antes de se subir na cidade, e vendo de perto fica ainda mais difícil acreditar naquilo. É imensa e muito bem trabalhada nos detalhes. Parece saída de um conto de fadas!

Orvieto

Catedral de Orvieto

Jantamos em um restaurante bem familiar e aconchegante, onde vimos figuras no mínimo engraçadas. Depois de ver os shows, terminamos a viagem voltando a Chiusi para dormir.

Nos dois dias seguintes ficamos entre Chiusi e Gioiella, descansando,  fazendo passeio de bicicleta, comendo comidinha caseira… No próximo post vem o final da viagem.

Anúncios

Toscana – Itália Ago.2009 – Part. 1

janeiro 5, 2010

Essa foi minha primeira viagem ao exterior. O terror que as pessoas fazem sobre a imigração européia me deixou bem apreensiva. Fiz escala em Lisboa e realmente o policial não foi nada simpático. Ao contrário, achei-o arrogante e esnobe, mas como eu tava com tudo certinho, não tinha porque não me deixar entrar. É só ter em mãos todos os documentos exigidos pelo país de entrada, ficar tranquilo e não demonstrar insegurança ao responder as perguntas. Ainda tive a sorte de não ter fila nenhuma pra passar na imigração no horário em que eu cheguei.

Passei 20 dias no maravilhoso verão italiano, mais precisamente, na região da Toscana. Depois de 7 horas de Recife a Lisboa, ainda tive que esperar 3 horas pra pegar o voo para Roma, que demorou mais 2 horas e meia. Chegando lá, Paolo já me esperava. Pegamos 3 trens até chegar em Chiusi às 22h30. De carro, chegamos finalmente em Gioiella. Eu estava exausta!

No meu primeiro dia ‘útil’ na Itália, o plano era assistir um show em Pienza. No caminho fui descobrindo como é linda a paisagem da Toscana. Passamos pela Torre Tarugi, no Val d’Orcia. Parece que é um agriturismo, um tipo de hotel. A vista lá de cima é linda! Dá pra ver também o Monte Amianto.

Torre Tarugi

Monte Amianto

Chegamos em Pienza já de tardezinha. Compramos vinho e comida no mercado e jantamos de frente ao pôr-do-sol. Mais tarde, o show de Gianmaria Testa na Piazza del Duomo foi belíssimo! No vídeo tem um pedacinho.

Praça em Pienza

Vista em Pienza

No dia seguinte fomos descansar um pouco na beira do lago de Castiglione del Lago. Não achei muito legal pra tomar banho, mas muitas pessoas entravam. Melhor mesmo foi curtir o clima deitada na grama.

Castiglione del Lago

Fomos jantar em uma das tradicionais sagras italianas de verão. A da cidade de Porto era de peixe de lago. Depois da comida, a festa ficou animada com a música e a dança dos velhinhos. Rimos pouco!

Na quinta, dia 13, fomos para Bagni S. Filippo, piscinas naturais de água quente perto do Monte Amianto. Que delícia de lugar! A água é branquinha, pois é rica em calcário. Mas também tem um pequeno manancial de água rica em sulfúrio, bem quente, ótimo pros pés! Depois, pra tirar o calcário da pele, tomamos banho com a água do reservatório do carro no meio de uma praça lá perto. Engraçado foi como nos olhava uma senhora que estava em sua varanda… rs

Bagni S. Filippo

Passamos também em Bagni Vignoni. A parte antiga onde se tomava banho agora está fechada. Mais pra baixo do monte tem as ruínas de um antigo complexo de moinhos. E descendo pelo caminho do complexo, tem um manancial lá embaixo que dá pra tomar banho. À noite, vimos um filme em Sarteano.

Bagni Vignoni

Salci foi nossa primeira parada no dia seguinte. É uma cidade-castelo abandonada e interditada. Fiquei muito curiosa pra ver um castelo por dentro, mas nessa viagem não deu pra entrar em nenhum…

Fizemos uma parada num lugar chamado Tane del Diavolo (Toca do Diabo). Antigamente se podia tomar banho lá, mas o manancial tá secando. Acho que por causa de uma obra inacabada.

De lá fomos a Carnaiola para a sagra da pizza. A cidade é numa montanha, como tantas outras que visitei, e deve ter só uns 500 habitantes. Antes da festa começar, estava tendo uma procissão. Depois de comer fomos embora porque os shows não pareciam ser muito bons.

Terminamos a noite indo para Città della Pieve, onde tinha uma festa medieval. Que coisa linda! As pessoas com roupas e suas lojas como na idade média. Além de apresentações pela rua e venda de comida e bebida típicas da época. Sem falar que a cidade também é linda!

Festa medieval em Città della Pieve

Durante o dia seguinte descansamos. Só à noite saímos para ver um festival maravilhoso de grupos populares em Castiglione del Lago. Se apresentaram grupos de Portugal, Polônia, Turquia e Itália.

Grupo da Turquia

Completando uma semana na Itália, decidimos viajar pro litoral. Mas quando estávamos pegando a estrada deu um probleminha no reservatório do carro e tivemos que adiar a viagem. Nesse dia fazia um calor absurdo!

Almoçamos na Sagra del Raviolo, em Contingnano. O melhor ravioli que eu comi na vida! Comemos muito e muito bem! Pra fazer a digestão, passamos a tarde à beira do lago de Chiusi. Paisagem linda!

Sagra del Raviolo em Contignano

Lago de Chiusi

No outro dia, passamos a tarde em um clube da cidade de Sarteano. A água das piscinas vem de um manancial que tem ali perto, super limpinha e sem cloro. Uma delícia! Só não lembro o nome do clube…

No fim da tarde fomos pro meio do mato em Gioiella, atrás de comer amora direto do pé. O dia foi bem light pra gente poder começar a viagem ao litoral no dia seguinte. Depois de uma bom pedaço de estrada, paramos em Trevinano pra almoçar. Fica em cima de uma montanha e as casas têm umas portas bem pequeninas. Acho que a maioria delas estão abandonadas. No restaurante, a família dona do lugar ainda estava almoçando. Tivemos que esperar eles terminarem para nos servir. Comemos pici caseiro com carne de javali!

Trevinano

Enquanto eles comiam a gente só olhava...

Nossa próxima parada é um lugar que impressiona já pouco antes de se chegar lá. Sorano é uma cidade etrusca à beira de um abismo. Fiquei maravilhada quando vi, ainda na estrada, mas pena que minha câmera não conseguiu registrar muito bem aquela vista. A gente subiu e desceu ladeira naquela cidade, dá até pra se perder lá, parece um labirinto. É linda demais!

Sorano

Sorano

Ainda passamos rapidinho em Sovana e depois fomos a Montemerano comer e descansar um pouco. Depois que escureceu (nessa época o sol tava se pondo às 21h), fomos procurar um lugar pra dormir.

Montemerano

Encontramos um terreno onde tinha uma plantação de oliveiras e estacionamos por entre as árvores. Esse é o pequeno detalhe da viagem: viajamos com o pulmino de Paolo, que é tipo um trailer. No carro tem cama, armário e um reservatório de água. Então, nada de gastar se preocupar com hospedagem, é só achar um lugar tranquilo pra estacionar. Dormir no meio da natureza foi lindo. O céu da Toscana é maravilhoso, o ar é mais puro e tudo, os raios de sol, as nuvens, estrelas, a lua, o pôr-do-sol… tudo fica mais bonito!

Da cor do fusca!

No próximo post continuamos a viagem…

Assistência médica no exterior

novembro 2, 2009

Para visitar alguns países, é necessário apresentar um seguro-viagem ou seguro-saúde ao passar na imigração. Algumas agências de viagem desconhecem (ou fingem desconhecer para vender um seguro privado) que o Brasil tem um acordo internacional com alguns países (Argentina, Cabo Verde, Chile, Espanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Portugal e Uruguai), que garante assistência médica na rede pública no exterior. Pra fazer uso desta assistência é necessário levar o Certificado de Direito à Assistência Médica – CDAM. Esse certificado é gratuito para quem é contribuinte do INSS e tem validade de 1 ano.

No Recife, me dirigi ao Ministério da Saúde – Setor de Acordos e Convênios Internacionais que fica no antigo prédio da Sudene (em frente ao Hospital das Clínicas), 3º andar – sala 081, das 9h às 14h. Documentos (+ cópia) necessários: passaporte, carteira profissional, comprovante de residência, RG, CPF e endereço de onde ficará no exterior, se tiver. Você pode fazer o CDAM para mais de um país e no outro dia o documento está pronto!

Mais informações: http://sna.saude.gov.br/cdam/
81 33034690 (Eliane)

Campina Grande Jun.2009

julho 13, 2009

Com a greve do metrô do Recife, chegar na rodoviária foi meio complicado. Não fazia a mínima idéia de que ônibus pegar. Dei uma pesquisada no site Ônibus Recife e vi que o Camaragibe (Cd. da Boa VIsta) parava na estação rodoviária. Mas quando subi no ônibus e perguntei ao cobrador se ia mesmo pela rodoviária, ele me disse que não. Um senhor que tava na frente me disse que eu devia pegar Totó alguma coisa… Fui pra Av. Guararapes pensando que ali devia passar transporte pra quase todo lugar e logo passou um Totó (Jardim Planalto) e perguntei ao motorista se ia pro TIP. Ele me disse que era só ir pra parada do outro lado da rua e pegar o Curado IV (Av. 1). A parada tava lotada e esperei um tempão. Percebi que havia muita gente ali que também ia pra rodoviária. Imaginei logo o sufoco… Quando o ônibus finalmente apareceu, por sorte consegui ser a primeira a subir. Depois meio mundo de gente cheio de bolsas e pacotes se imprensando pra entrar no ônibus…

Chegando no TIP, não deu tempo nem de almoçar, só comprei uns biscoitos e água; e de 11h15 o ônibus estava partindo. Essa linha faz um rota diferente da que euestava acostumada quando ia pro norte. Chegando em Goiana, se pega o rumo do interior passando por Itambé, Itabaiana, Mogeiro e Ingá até chegar em Campina Grande. É muita cana-de-açúcar pelo caminho!

Cheguei antes das 15h. O clima tava bem friozinho e nublado. Saindo da rodoviária, peguei um ônibus para a integração no centro da cidade. Aline foi me buscar lá. A integração fica do lado de uma praça onde há um obelisco. Se não me engano, o local é chamado de Açude Novo, que por sua vez, fica bem de frente ao Parque do Povo, pólo principal da cidade. Campina Grande é bem desenvolvida e bonita, diferente da imagem de cidade de interior que eu tinha na cabeça.

Fiquei hospedada na casa de uma amiga de Aline, que mora com mais duas amigas, ao lado do Parque do Povo. Depois de deixar a mochila em casa, eu precisava comer! Pegamos um ônibus até o shopping para comer e comprar comida pro jantar e café da manhã.

Já tarde da noite, fui conferir o dito ‘Maior São João do Mundo’. No palco principal só bandas que eu nunca ouvi falar e muito menos lembro os nomes agora. Só sei que tocavam aquele forró estilizado, também chamado por aqui em Recife de ‘fuleiragem music’ por Zé Teles do JC. Na pirâmide só cheguei a tempo de ver só de passagem o finzinho da última quadrilha da noite.

O parque não estava muito cheio. Pensei que fosse porque era um dia depois do feriado do dia 24/06 e que muita gente ainda iria trabalhar na sexta-feira. Mas que nada! No jornal do outro dia mostrou o show de uma dupla sertaneja (ou sei lá eu o quê) que tá na moda agora e reuniu 70mil pessoas numa cidade vizinha. Acho q por isso deu pouca gente no Parque do Povo…

Na sexta pela manhã, depois que as donas da casa saíram pra trabalhar e Aline ainda relutava pra acordar, eu saí sozinha pra tirar umas fotos lá por perto. Diferente do dia anterior, o dia estava lindo, ensolarado e quente. Perfeito pra um passeio!

Igreja Cenográfica

Decoração da pirâmide

Cidade cenográfica

Obelisco - Açude Novo

No começo da tarde a gente foi dar uma volta no Açude Velho. Andamos pra caramba e encontramos o Parque da Criança fechado e quase deserto. Voltando pelo outro lado do açude, passamos por estátuas muito legais de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga tomando uma juntos.

Monumento no Açude Velho
Tomando uma!l
Jackson e Luiz!

Ao contrário da noite anterior, o Parque do Povo estava lotado até demais. Acho que passei a maior parte do tempo tentando me locomover no meio da multidão de um ponto a outro do que curtindo a festa. O único show que eu vi foi o de Zé Ramalho. Depois de um tempão para conseguir chegar no palhoção onde tocava pé-de-serra, eu só queria ir dormir. Já passava das 2h da manhã. Ainda bem que as meninas tiveram a mesma idéia, apesar de terem ficado na sala de casa conversando até depois das 4h.

Dormi muito pouco e acordei antes das 7h da manhã. Às 8h, deixei todo mundo lá dormindo e fui embora pra rodoviária. Por volta das 13h eu já estava em casa, na minha cama pensando que eu tenho minhas dúvidas que o São João de Campina Grande seja o maior do mundo. Mas tenho certeza de que não é o melhor!

—-

CENTRO RECIFE – TIP: pra ir de ônibus para a rodoviária, é só pegar o ônibus Curado IV/Av. 1 (Via TIP) na Av. Guararapes, próximo aos Correios. No sentido que vai para a Cd. da Boa Vista. Linha feita pela Borborema, tarifa “A”.

RECIFE – CAMPINA GRANDE/CAMPINA GRANDE – RECIFE: a linha é feita pela Progresso e cada passagem custa R$35,00.

Fortaleza Abr.2009

abril 19, 2009

Como toda aventura é pouca, bastou o feriado mais próximo chegar pra eu botar o pé no mundo de novo. Dessa vez um destino um pouco (muito) mais longe: Fortaleza. De ônibus, 12 horas de viagem.

Na quinta (09/04), saí uma hora mais cedo do trabalho, peguei o metrô já perto das 18h. Muita gente voltando pra casa depois do trabalho e também muita gente indo pra rodoviária. Não pude deixar de escutar a conversa de 2 pedreiros que estavam perto de mim. Falavam de mulheres e das empregadas do prédio em que trabalhavam. Hilário! Não consegui não rir com eles… Foi ótimo, consegui relaxar um pouco, tava meio nervosa por viajar durante a noite.

O ônibus saiu às 19h30. Já perto de João Pessoa, às 21h, paramos pra que passageiros de um ônibus da Bonfim que estava quebrado na beira da estrada, subissem. Caraca!! Já pensou se esse ônibus quebra lá no meio das brenha??? Foi isso que eu pensei… Meia hora depois, uma parada na entrada de Johnny People pro pessoal da Bonfim descer. Sorte o destino deles ser perto.

Tentei dormir, mas não encontrava jeito na poltrona, até o ar-condicionado mesmo fechado em cima de mim, incomodava. Na próxima vou de meia e luvas, frio arretado! Só consegui dar uns cochilos quando deitei ocupando as duas poltronas. De 1h30 da manhã, uma parada em Lajes-RN pra trocar de motorista. Pouco tempo depois uma passada rápida na rodoviária de Assu (ou seria Açu? Acho que nem lá mesmo se sabe ao certo. Vi placas escritas dos dois jeitos).

Mais um cochilo e de 5h45 outra parada em Aracati-CE. A 8km dali fica Canoa Quebrada, queria muito ir, mas fica pra próxima… Pouco antes das 8h, entramos em Fortaleza. Pelo caminho que o ônibus foi, a primeira impressão foi de que a cidade não é muito bonita não… Essa área aí lembra muito a BR-101 perto da UFPE.

Paolo foi me buscar na rodoviária. Lá na frente parou um carro antigo (como eu sou muito entendida de marca de carro, eu não sei que carro era aquele) muito grande, parecia uma limosine. Lindo! Eu quase que pedia carona, mas Paolo me convenceu a ir com ele de fusquinha mesmo. rsrsrs

Fortaleza é muito grande, acho que bem maior que Recife. Indo mais pro centro a paisagem foi melhorando, apesar de ser uma cidade com muitos edifícios. Acho que o povo lá gosta muito de prédios de vidro, vi alguns pela cidade.

Ficamos hospedados na praia do futuro, bem pertinho da beira-mar na pousada Veleiro. Depois de um banho, fomos direto pra praia. Achei a área a melhor de Fortaleza. Não é emparedada por prédios enormes e a praia é a única própria pra banho. A água é bem azulzinha e quando a maré tá baixa, se formam várias piscinas naturais. Até o céu eu achei diferente lá, as nuvens, sei lá… É lindo!

Praia do Futuro

Praia do Futuro

Praia do Futuro

Praia do Futuro

Almoçamos no Croco beach, muito turístico, mas a comida era muito boa! Depois, voltando na pousada, eu apaguei. A viagem foi muito cansativa. Tentei levantar antes, mas só consegui acordar perto de 18h já. De noite passamos no Dragão do Mar, Ponte dos Ingleses na praia de Iracema e na Av. Beira-mar, que parece muito com a Av. Boa Viagem daqui, onde tem uma feirinha de artesanato. Em plena sexta-feira a gente não achou nada além de show de humor e boates. No Dragão do Mar (e em quase todos os restaurantes da orla de Iracema e Beira-mar) só showzinho de voz e violão.(Que eu particurlarmente acho um tédio!)

Patativa do Assaré - Dragão do Mar

No sábado, tive que ir na rodoviária pra comprar minha passagem de volta. Por causa do feriadão, as passagens do único ônibus que sai de lá durante o dia direto pra Recife já tinham acabado. O jeito foi comprar passagem pra Natal. Na volta pra praia do futuro, passamos no Parque do Cocó.

Achei incrível como os meninos pedintes são organizados. Vi alguns, em pontos diferentes, segurando plaquinhas com dizeres do tipo “tenho fome, me ajude”. Assim não precisam nem se dar o trabalho de abrir a boca pra falar alguma coisa. Outra coisa que me deixou surpresa foi o fato de só as pessoas botarem o pé na faixa de pedestres pra atravessar, que os carros todos param. =O Por aqui, se não correr, eles passam por cima! rsrsrs

Passamos a tarde toda na beira da praia sentindo a maresia. À noite fomos dar uma volta na parte mais antiga e monumental de Fortaleza. A gente até se perdeu por lá… Algumas áreas lembram o Recife Antigo. O mercado central é enorme, queria ter entrado… Também tem uma catedral enorme, que de noite tem uma iluminação linda! Depois fomos no Dragão do Mar e choveu bastante lá.

No domingo, acordei de 4h da manhã pra voltar pra casa. O ônibus sairia de 5h, mas ainda atrasou uns 10 minutos. Voltando de dia pude ver a paisagem do caminho. O tempo tava bem nublado, mas a área que achei mais bonita foi em Lajes. As montanhas, as pedras e um rio, que no momento tava cheio de gente. Alguns adultos lavando roupa e muitas crianças brincando.

Cheguei em Natal às 14h15, fui direto comprar uma passagem pra Recife, mas só tinha pro ônibus que sairia de 18h. Comprei uma pra João Pessoa que saiu de 14h30. A previsão era de que chegaria na rodoviária às 17h30, mas o trânsito já perto de João Pessoa estava simplesmente parado. E com 2 horas de atraso, cheguei lá de 19h20.

Por sorte ouvi o motorista falar pra um cara que estava vindo pra Recife, que ele esperasse ali mesmo na área de desembarque porque ele iria colocar ele no primeiro ônibus. Por causa do trânsito parado, os ônibus estavam ainda todos presos na estrada. Só tinha um lá, que estava indo pra Salvador. O motorista disse que estava lotado, mas se a gente não tivesse problema em vir em pé, ele trazia a gente. Não sei porque nesse momento me lembrei do Rio doce/CDU… Depois que todos os passageiros embarcaram a gente pôde subir, e eis que tinha 2 lugares livres e a gente veio sentado! Se eu não tivesse ouvido o motorista, teria que entrar na rodoviária, entrar na fila pra comprar uma passagem (a rodoviária tava lotada e o próximo ônibus pra Recife também) e esperar o ônibus chegar lá. Acho que só chegaria em casa na segunda de madrugada!

Saindo de 19h40, cheguei em Abreu e Lima às 21h40. Eu já tava morta por ter passado o dia inteiro em ônibus, quando desço, é debaixo de um toró inacreditável! Desci na frente do terminal de Abreu e Lima, mas a pista tava tão alagada que não dava pra atravessar sem ser por dentro d’água. Quer saber? Foi aventura demais pra um dia só! Continuei abrigada na frente de uma loja e liguei pra casa pra que fossem me buscar. hehehe Finalmente cheguei em casa às 22h20.

—-

RECIFE – FORTALEZA: a linha é feita pela Guanabara e o preço varia de R$103 a R$160, depende do horário e do tipo de ônibus.

FORTALEZA – NATAL: a linha é feita pela Nordeste, o preço também varia de acordo com o horário. Pelo ônibus das 5h paguei R$69,00. O das 9h custava R$74,00.

NATAL – JOÃO PESSOA: a Nordeste também faz essa linha, mas viajei pela Progresso pagando R$19,00.

JOÃO PESSOA – RECIFE: pela Progresso paguei R$20,00. A linha também é feita pela Bonfim.

RN Mar.2009

abril 14, 2009

Um fusca, 2 malucos e o mundo… Saímos de Olinda as 4h da manhã. Já perto de João Pessoa,o fusca deu o primeiro problema. A luz da bateria acendeu e quando o eletricista de um posto de beira de estrada foi medir a voltagem, o aparelho ficou doido. Diagnóstico: só andando pra saber o que é.

Já no Rio Grande do Norte, acho que umas 9h, paramos em São José de Mipibu pra tomar o café da manhã. A cidade é bem bonitinha e no centro da cidade há o ‘centro turístico cultural’. Nesse espaço tem apenas 2 boxes onde funcionam lanchonetes, apenas 1 estava aberta. Aí você se pergunta ‘o que tem de turístico e cultural nesse centro?’. Eu respondo: o suco de acerola! O mais gostoso que eu já tomei na minha vida!

Às 11h, chegamos em Maracajaú, que fica bem depois de Natal, para almoçar. Os nativos mostraram a área que David Beckham comprou à beira mar pra construir um hotel de luxo. Vai estragar o lugar! Maracajaú e as praias próximas são muito lindas.

Subindo, em direção a Touros, pegamos uma entrada que segundo a sinalização iria pra Rio do Fogo. Mas acabamos entrando numa área onde se produz energia eólica… Já perto da cidade, o fusca deu problema de novo. Em Rio do Fogo, um mecânico muito do entendido deixou o fusquinha zero bala! No meio da tarde uma parada em Perobas pra um mergulho no mar. Lugar muito simples e maravilhoso! Um dos nativos era um pastor alemão muito simpático que mora num restaurante na beira da praia.

Perobas

Finalmente chegando em Touros, que era inicialmente o destino final do primeiro dia, não gostamos muito de lá. Pra passar a noite, resolvemos subir mais um pouco até São Miguel do Gostoso. Chegamos lá já era quase 18h. Pra achar uma pousada foi difícil, as que fomos estavam lotadas, com reservas para um grupo de Garanhuns e Caruaru que estava fazendo trilha, rali ou sei lá o que, por lá… Acabamos ficando na pousada Lagoa Mar, de uns portugueses. Muito bonita mas também muito carinha…

No video um pouco da paisagem do primeiro dia, o caminho errado e o fusquinha chegando a 120km/h!

Pela manhã, depois de muitas discordâncias de opinião de algumas pessoas sobre a estrada de barro que vai direto a Parazinho, resolvemos encarar. A outra opção seria voltar a João Câmara, muitos quilômetros e horas a mais de viagem. Fizemos muito bem, o caminho é inacreditável!! Por toda a estrada há milhares de borboletas, nunca vi tanta borboleta junta! E quando o carro chegava perto, elas voavam sobre a gente. Alucinante! No meio do caminho também alguns povoados. O vídeo na parte das borboletas tá meio louco, acho que fiquei tão abestalhada que não sabia nem como fazer. rsrs

Passamos por Parazinho e fomos almoçar em Pedra Grande. Pra ir a Galinhos, passamos por São Bento do Norte e em Caiçara poderiamos ir direto pela praia não fosse a maré enchendo… De novo as mesmas opções: estrada de barro ou voltar por João Câmara pra pegar a BR. Já tinhamos passado por uma, encaramos a segunda! Percorremos uns 15km em estrada de areia fofa no meio do nada, raras fazendas no meio do caminho, até nos depararmos com um atoleiro. Paramos pra analisar… Paolo disse que dava pra passar, eu atravessei a pé pra ter menos peso no carro. E quase que ele passava, quase mesmo! Já perto da margem o fusca atolou. A gente no meio do nada, trovões anunciando uma forte chuva chegando, e o jeito foi voltar todo o caminho a pé. Mas como toda desgraça não vem sozinha… fomos perseguidos por mutucas (moscas gigantes monstruosas mutantes que sugam o sangue do gado e qualquer ser que esteja perdido no mato e suando muito!), não adiantava correr, elas vinham atrás como um enxame de abelhas. De enlouquecer qualquer um! E assim ficaram minhas pernas…

O ataque das mutucas!

Andamos uns 3km até a fazenda mais próxima. A mulher do caseiro estava sozinha com os filhos, meio desconfiada deixou a gente entrar. Ligou pra um conhecido em São Bento que tinha um buggy pra ir buscar a gente e desatolar o fusca. Seu marido chegou logo depois, também ficou meio desconfiado quando viu a gente, mas depois conversou foi muito com Paolo. Enquanto esperavamos o ‘resgate’, Emanoel, filho de 2 anos do casal, contou suas estórias e se divertiu com minha câmera.

Emanoel

Um tempo depois chegou o RESGATE! O cara do buggy trouxe com ele mais 3 bêbados pra ajudar. kkkkkkkk Eles me olharam meio com cara de “isso é coisa de homem” e não me deixaram ir pra ver o desatolamento do fusca. Pelo que soube, eu perdi o melhor e mais engraçado de toda a estória. Imagina 4 bêbados tentando desatolar o carro. Devia ter ido pra filmar a cena… Pelo menos o atolamento ficou registrado!

Depois de desatolar, o fusquinha voltou a funcionar. Já era umas 5h da tarde, voltamos pra Caiçara pra procurar uma pousada. Passamos a noite na Pousada do Farol. Na beira da praia do farol, muito aconchegante e com precinho bom.

No domingo (29/03) de manhã ainda tivemos tempo pra uma voltinha na praia. Muito tranquila! Mas eu tinha que arrumar um jeito de voltar pra casa…

Praia do Farol

O fusca inventou mais uma estória e não queria funcionar, até a buzina disparou sozinha. Teve que ser puxado pra poder ligar, e depois disso não podia mais desligar antes que a gente chegasse em João Câmara! rsrsrs Chegamos lá já era quase meio-dia, o ônibus pra Natal sairia de 12h15. Nos despedimos rapidinho. Eu tinha que voltar pra casa e ele ia continuar a viagem até Fortaleza, mas não sem antes consertar o carro!

João Câmara - Natal

Cheguei em Natal pouco depois das 2h da tarde. O ônibus pra Recife saiu de 15h. Pedi pra descer em Abreu e Lima e peguei outro ônibus pra casa. Cheguei de 20h em ponto.

—-

JOÃO CÂMARA – NATAL: a passagem custa R$9,00. A linha é feita pela Expresso Cabral. Acho que não tem muitos ônibus por dia, não sei ao certo…

NATAL – RECIFE: linha feita pela Progresso, custa R$55,00.

Pipa Mar.2009

abril 4, 2009

Data magna de Pernambuco, dia 06 de Março, sexta-feira. Feriadão que ninguém tava esperando logo depois do carnaval. Na quinta, um pessoal foi de carona pra Pipa-RN e eu trabalhando… Só tive a confirmação de que não trabalharia na sexta, já quase no fim do expediente na quinta. Sexta de 7h da manhã ainda tive minha ultima aula prática da auto escola, acho que não dirigi muito bem, tava meio nervosa… rsrsrs Afinal, seria a primeira vez que viajaria sozinha.

Chegando na estação do metrô, uma mulher que desceu do mesmo ônibus que eu começou a puxar conversa. Por coincidência, ela também estava indo pra rodoviária. Incrível como rapidamente arrumei companhia e o frio na barriga passou como mágica. Conversamos durante todo o percurso até lá. Ela também ia viajar sozinha, só que pra Maceió, onde mora. Chegando no TIP, cada uma seguiu seu rumo.

O ônibus sairia de 11h, passava pouco das 10h ainda. Como sabia que a viagem ia demorar, almoçei num restaurante lá mesmo. Quando entrei no ônibus tive uma sensação muito boa, até ver que o cara sentado na poltrona em frente a minha tinha baixado ela totalmente para dormir. Incrível como tem gente folgada nesse mundo! Pedi pra ele levantar, afinal eu queria meu lugarzinho na janela. Meio com cara feia porque atrapalhei o início do sono dele, ele levantou o encosto me dando espaço pra sentar.

O percurso foi super tranquilo, admirando a paisagem, ouvindo música, cochilando… Quando entramos no Rio Grande do Norte, fui pedir ao motorista para descer em Goianinha. Ele me disse onde poderia pegar o ônibus voltando a Recife sem precisar ir a Natal. E, claro, não deixou de me fazer perguntas por estar viajando sozinha. rsrsrs

De Goianinha até Pipa o transporte me pareceu ser bem organizado. As vans são todas cadastradas, muitos passageiros já são conhecidos dos motoristas e cobradores e eles são muito prestativos. Pedi pra ficar na praça dos pescadores e desci em direção à praia, era pouco mais de 16h. Passando pela igrejinha e entrando à direita encontrei o pessoal num restaurante almoçando. Ficamos lá até quase anoitecer.

Nos hospedamos na pousada Vera: my house. Pequena, mas muito bonitinha e também barata. De noite, até que eu queria sair pra ver a agitação noturna de Pipa, mas o sono e o cansaço foram mais fortes que eu. Como diz lá na minha terra: hoje, só amanhã!

Sábado de manhã cedo acordamos pra tomar café e ir na Baía do Golfinhos. Há dias em que eles vem pra perto da costa e é possível nadar com eles! Mas nesse dia não tivemos sorte, eles não apareceram… Mas a praia é linda, água super limpinha e calma!

Baía dos Golfinhos

De noite, aproveitamos a cozinha liberada da pousada pra fazer um jantarzinho meio maluco. Lagostinhas, legumes, macarrão e caipirinha. Depois de descansar um pouco, fomos pra night. Há uma rua com alguns bares e uma galeria, que rola um sambinha legal pra turista (a maioria do público é de estrangeiros). Nos bares, música eletrônica e só. Por ser um lugar pequeno, não tem opções muito diversificadas de balada. No bar cachorro da mão quebrada, não ia mais rolar o reaggae que tinham indicado pra gente. Já umas 4 da manhã e a unica opção era a boate que parece uma oca, não lembro o nome. Parece que era a ultima noite ali, a boate ia mudar de endereço. Como os meninos não quiseram pagar pra ficar só meia hora na boate, fomos à praia ver o sol nascer.

Dormimos pouco no domingo de manhã e acordamos cedo pra ir à praia do amor. Fomos pela costa, e como a maré estava enchendo, em alguns trechos foi difícil passar. Chegando lá, entendi o porquê do nome: quase todo mundo lá está com a sua metade da laranja. Há também alguns surfistas, as ondas lá são boas pro surf.

Voltamos pra pousada para almoçar e pra pegar minha mochila. Depois do almoço me despedi do pessoal e peguei minha carona de volta. Pipa é um paraíso, um lugar mágico!! Espero que continue assim por muito tempo, quero voltar lá ainda muitas vezes.

_ _ _ _
OLINDA – RECIFE – PIPA: Pra chegar na rodoviária peguei o ônibus RIO DOCE/PRINCESA ISABEL, pagando tarifa “B”. Desci na frente da estação central do metrô. Pagando R$1,40 (acho que era isso), peguei o metrô que vai pra Camaragibe. Desci na estação Rodoviária. No guichê da Progresso, comprei a passagem RECIFE/NATAL que custa R$55,00. Como Pipa fica antes de Natal, chegando no Rio Grande do Norte, pedi pra descer na cidade de Goianinha. Atrás da igreja matriz de Goianinha, peguei uma van direto pra Pipa, pagando R$3,00.

Itamaracá Fev.2009

abril 3, 2009

Passado o carnaval, resolvi pegar uma praia mais uma vez durante o fim de semana… É incrível como toda vez que eu digo que vou à praia, chove no dia anterior ao passeio! Só que dessa vez choveu no dia exato. Mas como eu sou teimosa… rsrsrs Mochila nas costas e todo aquele percurso de novo. Lá na ilha o tempo estava bem melhor, sol forte e céu azul, bem diferente de Olinda.

Foi difícil encontrar uma pousada. Andamos um tempão debaixo de sol forte. Perto da praia do forte só tem 2 pousadas, parecem ser muito boas, mas são também muito caras! Acabamos voltando pela estrada de acesso e mais ou menos no meio do caminho entre o forte e o trevo, nos hospedamos na pousada ciranda. Pequena e aconchegante, mais barata que as outras duas, mas ainda assim um pouco cara.

Acho que por causa da chuva, o mar perto do forte estava mais turvo que na visita anterior. Andando até a praia de são paulo, perto da pousada em que ficamos, a água parecia ficar cada vez pior. No meio do caminho, já no fim da tarde, começou a chover. E foi chuva durante a noite toda, perfeito pra dormir bem.

No domingo, o sol apareceu forte. Só uma nuvem carregada esfriou um pouco, mas logo o tempo abriu de novo. As ruas que dão acesso à praia estavam todas alagadas. Em alguns trechos quase não dava pra passar sem pôr o pé na lama. Chegando na praia, sol, caminhadas e fotos, muitas fotos!

fotos axel

No início da tarde, arrumamos as coisas pra voltar a Olinda. E esperamos “o” ônibus…

_ _ _ _
DICA: Uma passada em Vila Velha vale muito a pena. Lugar lindo e peculiar. Tem uma vista maravilhosa.