Archive for janeiro \26\UTC 2010

Alagoas Dez.2009

janeiro 26, 2010

Saímos de Olinda às 5h30 da manhã do dia 15. Fizemos uma parada rápida em São José da Coroa Grande e acho que antes das 11h a gente já estava em Maragogi. Ficamos numa pousada na beira-mar. A praia de Maragogi é linda! Quando está ensolarado o mar chega a ser esbranquiçado. O melhor lugar pra tomar banho é um pouco ao norte de um resort que, se não me engano, se chama Pontal de Maragogi. Incrível como na melhor parte da praia não tinha ninguém, e o dia estava lindo!

Maragogi

O que me chamou atenção foi a arquitetura da cidade, achei as construções horrorosas. E dá pra ver que muitas delas tiveram os 1º e 2º andares construídas bem depois do projeto original. Com o correr da viagem, vi que parte do litoral alagoano é parecido nesse aspecto.

Casas em Maragogi

Propaganda estranha

Catula e rela? Acho que todo mundo que não é de lá fica intrigado ao passar por essa casa. Perguntando na pousada, descobri que catula e rela são dois irmãos conhecidos da área por beber um pouco além da conta e disponibilizam uma ducha para os banhistas da praia. Pra completar a propaganda só fico devendo o preço do banho…

Na manhã seguinte, a chuva atrapalhou nossos planos de ir à praia perto do resort. Então seguimos viagem…

Fizemos uma parada rápida em Japaratinga e depois atravessamos de balsa para Porto de Pedras. Daí pra achar um lugar bom e barato pra almoçar foi complicado, nem lembro em que cidadezinha a gente almoçou. Mas demorou um bocado… Tivemos problemas também pra achar um lugar pra dormir nessa área. São poucas as pousadas, e caras! Em uma, a diária chegava a mais de mil reais. Só coisa de luxo, mas os povoados mesmo são bem simples. Só conseguimos um lugar mais em conta na cidade de São Miguel dos Milagres.

Porto de Pedras

Na quinta-feira continuamos rumo ao sul. Pouco antes de chegar em Barra de Santo Antônio, paramos num lugar especializado em produtos de búfalo. Comemos um delicioso espetinho de carne de búfalo acompanhado de queijo de búfala. Fica na beira da estrada e vale a pena a parada.

Chegamos à praia de Paripueira que é bem tranquila. No mar vi uma mancha escura que me pareceu um tubarão, mas parece que era só um bolo enorme de sargaço boiando. Só que como é melhor não arriscar, saí rapidinho da água. rs

Praia de Paripueira

Mais tarde nos deram uma dica pra chegar na praia de Ipioca. Pra ter acesso tem que entrar num condomínio, onde fica o restaurante Hibiscus. Toda a área é de propriedades privadas, acho que só mesmo pelo restaurante se tem acesso à praia. Brasil…

Praia de Ipioca

Em Maceió passamos a noite, mas foi complicado achar vaga nas pousadas. Ia ter um concurso federal e tava tudo já reservado. Depois de procurar muito, achamos uma no centro, mas no outro dia teríamos que deixar o quarto. À noite, demos uma volta na orla e pela manhã uma caminhada no centro. Vi várias construções antigas muito bonitas, mas não deu pra conhecer muito porque tivemos que deixar a cidade por não ter onde ficar.

A praia do Frânces é bem organizada turisticamente. Só não achei legal não ser proibido som de carro na praia. Incomoda muito a quem não gosta e quer tranquilidade.

Mais ao sul, paramos no mirante do Gunga. Uma vista incrível de uma fazenda imensa de coqueiros. É maravilhoso! Descobrimos que pra ter acesso à praia do Gunga, tínhamos que voltar um pouco e entrar na fazenda do Gunga. Mais uma propriedade privada! De tardezinha, já estava vazia e os bares fechados, mas é um lugar bem badalado. Tivemos sorte, a praia é linda.

Vista no Mirante do Gunga

Para achar um lugar pra dormir, tivemos que voltar pra Barra de São Miguel. Do pontal dá pra ver a queima da cana no canavial próximo. Nessa cidade também vi uma coisa que só tinha visto em filme até agora: uma televisão pública no meio da praça! E o curioso é que só tinha homem assistindo a novela.

TV na praça de Barra de São Miguel

TV na praça de Barra de São Miguel

Um pescador nos indicou uma praia chamada Lagoa Azeda e logo no outro dia fomos pra lá. Paramos numa barraca na beira da praia onde tinha um grupo de pescadores, pra comer um peixe fresco frito. Conversa vai, conversa vem… começaram a chegar pescadores que estavam no mar há 1 semana com um carregamento de peixes e arraias. E foi uma dessas que a gente esperou para o almoço. Arraia no coco com pirão de arraia fresquinha, uma delícia!

Praia de Lagoa Azeda

Barraca de pescadores

Pessoal comprando peixe

Gatinho malandro

Arraia desfiada e pirão de arraia

De Lagoa Azeda fomos para a próxima praia que eu não sei o nome. Na entrada não tinha nenhuma placa. É uma praia deserta e com um paredão de falésias. Lindo!

Praia perto de Lagoa Azeda

Outro lugar que os pescadores indicaram foi Dunas de Marapé. Pra atravessar o rio de barco e almoçar no restaurante à beira-mar custa R$35,00, se bem me lembro. Mas quem é liso como eu, pode entrar por uma fazenda mais adiante e chegar numa parte mais estreita do rio. A maré estava enchendo e deu pra atravessar nadando, mas pra quem não sabe nadar, melhor não se arriscar pois tem um pequeno trecho que é muito fundo e a correnteza é um pouco forte. Também vale a pena tomar banho na beira do rio sem precisar atravessar. O lugar é uma maravilha!

Dunas de Marapé

Passamos ainda pela praia de Jequiá e na de Poxim, onde dá pra perceber o avanço do mar que já derrubou alguns coqueiros. De noite, achamos pousada em Coruripe.

Praia de Poxim

No domingo fomos passando por Barreiras, Miaí de cima e Miaí de baixo. Nessa última a situação era ainda pior, com esgoto perto da praia e muito lixo na areia. Além das pessoas com o som do carro ligado em alto volume.

A última praia que visitamos em Alagoas foi a do Peba. Foi tão legal que até superamos o trauma de atolamento do fusca (ler post RN Mar.2009) e fomos com ele pela areia da praia! Atravessamos com ele um pedacinho de rio que desagua no mar até chegar na área das dunas. Deixamos o carro na beira da praia e fomos a pé até as dunas, que não ficam tão perto do mar (uns 5 minutos). Chegando lá, a gente teve que voltar rapidinho porque a maré tava enchendo e era arriscado o fusca ficar ilhado. Na travessia de volta pelo rio, a água já estava mais alta e acabou molhando o motor, mas nada muito grave. O melhor mesmo foi as caras das pessoas, perplexas, vendo a gente passando pela água com aquele fusca! rs

Praia do Peba

Dunas na Praia do Peba

Saindo de lá, fomos no povoado de Bonito, que fica vizinho. De lá, a gente chegou às dunas por dentro. Dois vaqueiros nos acompanharam por boa parte do caminho e depois voltaram ao trabalho. Nessa área o mar fica ainda mais distante, uns 20 minutos de caminhada, mas não fomos. Subimos em algumas dunas até encontrar um pequeno oásis. Que paraíso! Uma paz enorme se sente lá em cima. O único problema foi que quase que minha câmera se estraga com tanta areia. Voltamos pro carro exaustos, com os pés pretos de lama do pasto por onde passamos e sem água pra beber!

Dunas em Bonito

Pequeno oásis

Em Piaçabuçu, encontramos um lugar pra dormir. Incrível como em cada bar, restaurante, boteco e afins, tinha uma carro com o som ligado na frente! Me pareceu a única ‘diversão’ por lá em pleno domingo.

Chegada dos pescadores em Piaçabuçu

Pela manhã demos uma volta nas margens do São Francisco. Chegavam uns pescadores enquanto mulheres lavavam roupa e os papudinhos se divertiam. Que lugar! Visitamos um povoado próximo chamado Potengi, também à beira do rio. Depois voltamos pra pegar as coisas e ir para a próxima cidade.

Rio São Francisco

Povo animado na beira do rio

Penedo é uma cidade histórica muito bonita. É muito agradável caminhar por suas ruas de tardezinha e passear pela ‘orla’. Ficamos numa pousada às margens do Velho Chico. Pena não poder apreciar o pôr-do-sol naquele dia, pois estava completamente nublado… No outro dia, acordamos cedinho para pegar a balsa para Sergipe…

Penedo

Penedo

Rio São Francisco visto da pousada

O litoral de Alagoas, em sua maior parte, é maravilhoso! Conhecer quase tudo a bordo daquele fusca, foi uma aventura incrível! Mas o danado do fusca é forte e foi ainda mais longe…

Toscana – Itália Ago.2009 – Part.3

janeiro 19, 2010

Em meus últimos dias na Itália visitamos cidades maiores e mais famosas do que as que vimos até aqui. Siena foi a primeira delas. É belíssima, os prédios antigos são lindos e as ruas estavam bem movimentadas. Entramos na Basilica de San Domenico, onde está a cabeça e o dedo indicador da santa padroeira da cidade, a Santa Catarina. A área dedidaca a ela é lindíssima, cheia de pinturas. Mas não consegui tirar foto porque o padre me deu uma bronca e ficou vigiando. rs

Prédio com cabeças

Basilica de S. Domenico

A catedral de Siena lembra a de Orvieto e guarda tesouros incríveis. O piso é repleto de desenhos feitos com pedras recortadas, tipo mosaico. A nave da catedral é adornada com dezenas de bustos de Papas e imperadores, além de esculturas e afrescos maravilhosos. O que me impressionou muito também foi o acervo de manuscritos com iluminuras, que eu já tinha ouvido falar em algumas aulas na faculdade de design. Não podia imaginar que um dia veria vários deles tão de perto e muito bem conservados. É tanta coisa ali dentro que eu mal sabia pra onde olhar primeiro. O valor da entrada é 6 euros.

Catedral de Siena

Piso da catedral

Nave da catedral

Iluminuras!

Compramos algumas coisas numa pasticceria e fomos comer na Piazza del Campo. É lá onde acontece a famosa corrida do ‘Palio’, que é uma corrida de cavalos e acontece em Julho e Agosto. Aliás, o bairro campeão ainda estava comemorando a vitória nesse dia. A praça é em formato de concha e tem umas construções enormes ao redor, incluindo uma torre de uns 100m de altura.

Piazza del Campo

Piazza del Campo

Assistimos o show da banda setentista L’aria, na praça San Francesco. Foi muito bom! Depois voltamos a Piazza del Campo pra tomar um pouco de vinho antes de ir embora. Lutando contra o sono, um tentando manter o outro acordado, conseguimos voltar de madrugada para Gioiella.

Na tarde seguinte fomos a Arezzo, cidade que foi cenário do filme ‘A vida é bela’. As ruazinhas são um charme, a praça principal é linda, mas o que me chamou bastante atenção também foram as roupas de inverno em liquidação nas vitrines das lojas. Cada uma mais linda que a outra!

Sobre o filme

Arezzo

Arezzo

Perugia, na região da Umbria, foi a maior e a última cidade que eu visitei. Durante a viagem, nas cidades cheias de subidas e descidas eu sempre dizia que deveria ter nesses lugares um elevador ou escadas rolantes. E finalmente, na última cidade visitada, meus pedidos foram atendidos! \o/ Em várias partes há escadas rolantes que vão pro centro histórico. É alucinante você entrar numa área bem moderna, que parece um entrada de metrô, pegar a escada rolante e ir parar no meio daquelas construções antigas. Perugia é enorme e a vista que se tem lá de cima é maravilhosa!

Benvenuti!

Perugia

Vista lá de cima

O dia seguinte foi bem tranquilo em Gioiella e Chiusi. Como foi comum durante toda a viagem, comi muito nesse dia. Aliás, acho que a Itália é o lugar do mundo onde se come melhor (como se eu conhecesse o mundo todo…). Quanta comida gostosa eu provei (eufemismo!) nesses dias maravilhosos de verão, vou sentir saudade sempre.

Conhecer parte da Itália que não está nos guias de viagens foi incrível. Sempre me pegava boquiaberta vendo aquele mundo novo pra mim, segurava o queixo, mas logo me esquecia assim que via outra coisa nova e lá estava eu de boca aberta de novo, como uma criança.

Às 9h da manhã seguinte, chegamos no aeroporto de Roma que estava um caos. Fiquei até 10h na fila do check-in e o voo ia atrasar uma hora. Esperei umas duas horas até o embarque. Viajando de dia, finalmente pude ver a paisagem lá de cima. A rota passava pela Sardenha, que de cima forma um mosaico lindo nas áreas de plantação. A Espanha também é cheia desses mosaicos, mas é mais avermelhada, enquanto a Sardenha é mais verde.

Sobrevoando a Espanha

Cheguei em Lisboa às 15h30, como o voo sairia às 16h, corri feito louca até o portão de embarque e só então descobri que o voo atrasaria meia hora. Alguma coisa me dizia que isso não ia dar certo… Chegando em Recife perto das 20h30, recebi a linda notícia de que minhas malas tinham ficado em Lisboa. Sabia que isso ia acontecer comigo! rsrs A TAP me entregou em casa dois dias depois e elas estavam inteiras! Ufa…

Toscana – Itália Ago.2009 – Part.2

janeiro 10, 2010

Logo na chegada ao Monte Argentario fiquei impressionada com o mar, nunca tinha visto um assim tão limpo, ao vivo e a cores! rs Em pleno verão, o lugar tava bem movimentado. Fomos a uma praia de Porto S. Stefano que, pra chegar lá, tem que descer o morro. Por sorte essa praia não tava muito cheia, as pessoas preferem se espremer em lugares mais badalados. Que paraíso! Ficamos lá por horas. O único problema é o acesso, se é difícil descer, imagina subir! Subimos ainda com sol forte, mas aquele lugar vale muito a pena!

No Monte Argentario

Praia de Porto S. Stefano - Argentario

De noite, jantamos numa sagra em Fonteblanda. A música era péssima! Achamos um terreno tranquilo pra dormir no carro, não muito longe. No outro dia, acordamos bem cedinho e fomos à praia em Talamone pra tomar café e mergulhar um pouco.

Praia em Talamone

Peixinhos no mar

Continuamos viagem e andamos um pouco na cidade de Manciano, mas só achamos um lugar legal pra almoçar em Farnese, que lembra um pouco Sorano.

Manciano

Manciano

Farnese

Descansamos um pouco e fomos numa cidade ali perto. Castro é uma cidade etrusca abandonada e bem escondida. Restam apenas algumas ruínas e as casas, curiosamente, eram feitas em buracos no chão. As casas estão escondidas no meio do mato e aquele silêncio chega a dar medo. Eu me perderia facilmente se fosse sozinha por ali. Na entrada da cidade tem uma catedral, um templo etrusco antigo e uma área onde ficavam as tumbas. Quando eu fui entrar nessa área, vi que estava cheia de besouros que começaram a fazer um barulho estranho quando me aproximei. Gelei na hora e claro, achei melhor não perturbar o descanso dos etruscos e não entrei… É um lugar com uma história incrível, mas não muito valorizada pelo governo, está meio descuidado.

Templo etrusco em Castro

Medo de entrar ali...

Andamos muito pelas ruínas e saímos esbaforidos dali porque tava um calor tremendo. Pra refrescar, tomamos banho na beira da estrada, numa fonte perto de Farnese. Um velhinho chegou, sentou-se e ficou observando a cena. Talvez nunca tinha visto farofeiros do nosso naipe… rs

Lindos e cheirosos, fomos jantar em Valentano. Algumas ladeiras lembram muito o sítio histórico de Olinda. A vista que se tem de lá é maravilhosa!

Rua em Valentano

Área de antigo vulcão vista de Valentano

Para dormir, achamos uma área mais escondida às margens do lago de Bolsena. E foi lá que a gente passou o dia seguinte. Foi um dia muito agradável e tranquilo. O lago é ótimo pra tomar banho, tem peixes e até uma lagosta pequena a gente achou. Um casal de cisne também vive por lá e adora comer pão. Onde a gente tava, tinha também uma família muito amigável.

Lago de Bolsena

Cisne faminto

Em Gradoli, jantamos numa sagra. E na mesma mesa da gente, havia uma família que tinha um vinho feito por eles que era uma delícia! Ao invés de show, apresentações de dança. Eles definitivamente não sabem o que é samba!

Gradoli

Velhinhos fofocando na praça

Dormimos por trás de uma igreja que fica perto do lago. Pela manhã, voltamos à mesma área que ficamos no dia anterior e lá também estavam as mesmas pessoas. Eles gostaram tanto da gente, que um deles nos convidou pra um passeio de lancha. O lago é imenso e ele nos levou até a ilha que fica lá no meio. A ilha é maravilhosa, mas não podíamos descer porque é de propriedade privada. Tem até uma mansão lá. Muita pena eu não ter podido levar a câmera pra registrar o passeio. Até lá no meio a água é super transparente!

Na hora do almoço, fomos comer em Gradoli novamente. É uma cidade bonita, mas tem umas bizarrices que descaracterizam as construções antigas. Depois passamos na cidade de Bolsena e lá de cima dá pra se ter uma noção melhor da imensidão do lago.

Reforma bizarra em Gradoli

Vista do lago na cidade de Bolsena

À tarde fomos visitar Civita, a cidade que morre. Quando vi de longe fiquei super impressionada, é uma visão surreal. Pra chegar lá a caminhada é um pouco longa, ainda mais se for debaixo de um sol bem forte, mas pra amenizar a gente foi debaixo de um guarda-chuva. Que lugar mágico! A vista que se tem de lá também é linda.

Civita

Vista em Civita

Civita

Naquele calor e depois da caminhada de ida e volta que a gente fez até Civita, a gente tava precisando de um banho pra refrescar. Na cidade de Lubriano, tomamos banho rapidinho numa pracinha bem de frente a uma capela e com vista pra Civita. Ninguém viu! rs

Lubriano

Vista de Civita em Lubriano

Visitamos Orvieto, onde ia ter um festival de música. A catedral já pode ser vista antes de se subir na cidade, e vendo de perto fica ainda mais difícil acreditar naquilo. É imensa e muito bem trabalhada nos detalhes. Parece saída de um conto de fadas!

Orvieto

Catedral de Orvieto

Jantamos em um restaurante bem familiar e aconchegante, onde vimos figuras no mínimo engraçadas. Depois de ver os shows, terminamos a viagem voltando a Chiusi para dormir.

Nos dois dias seguintes ficamos entre Chiusi e Gioiella, descansando,  fazendo passeio de bicicleta, comendo comidinha caseira… No próximo post vem o final da viagem.

Toscana – Itália Ago.2009 – Part. 1

janeiro 5, 2010

Essa foi minha primeira viagem ao exterior. O terror que as pessoas fazem sobre a imigração européia me deixou bem apreensiva. Fiz escala em Lisboa e realmente o policial não foi nada simpático. Ao contrário, achei-o arrogante e esnobe, mas como eu tava com tudo certinho, não tinha porque não me deixar entrar. É só ter em mãos todos os documentos exigidos pelo país de entrada, ficar tranquilo e não demonstrar insegurança ao responder as perguntas. Ainda tive a sorte de não ter fila nenhuma pra passar na imigração no horário em que eu cheguei.

Passei 20 dias no maravilhoso verão italiano, mais precisamente, na região da Toscana. Depois de 7 horas de Recife a Lisboa, ainda tive que esperar 3 horas pra pegar o voo para Roma, que demorou mais 2 horas e meia. Chegando lá, Paolo já me esperava. Pegamos 3 trens até chegar em Chiusi às 22h30. De carro, chegamos finalmente em Gioiella. Eu estava exausta!

No meu primeiro dia ‘útil’ na Itália, o plano era assistir um show em Pienza. No caminho fui descobrindo como é linda a paisagem da Toscana. Passamos pela Torre Tarugi, no Val d’Orcia. Parece que é um agriturismo, um tipo de hotel. A vista lá de cima é linda! Dá pra ver também o Monte Amianto.

Torre Tarugi

Monte Amianto

Chegamos em Pienza já de tardezinha. Compramos vinho e comida no mercado e jantamos de frente ao pôr-do-sol. Mais tarde, o show de Gianmaria Testa na Piazza del Duomo foi belíssimo! No vídeo tem um pedacinho.

Praça em Pienza

Vista em Pienza

No dia seguinte fomos descansar um pouco na beira do lago de Castiglione del Lago. Não achei muito legal pra tomar banho, mas muitas pessoas entravam. Melhor mesmo foi curtir o clima deitada na grama.

Castiglione del Lago

Fomos jantar em uma das tradicionais sagras italianas de verão. A da cidade de Porto era de peixe de lago. Depois da comida, a festa ficou animada com a música e a dança dos velhinhos. Rimos pouco!

Na quinta, dia 13, fomos para Bagni S. Filippo, piscinas naturais de água quente perto do Monte Amianto. Que delícia de lugar! A água é branquinha, pois é rica em calcário. Mas também tem um pequeno manancial de água rica em sulfúrio, bem quente, ótimo pros pés! Depois, pra tirar o calcário da pele, tomamos banho com a água do reservatório do carro no meio de uma praça lá perto. Engraçado foi como nos olhava uma senhora que estava em sua varanda… rs

Bagni S. Filippo

Passamos também em Bagni Vignoni. A parte antiga onde se tomava banho agora está fechada. Mais pra baixo do monte tem as ruínas de um antigo complexo de moinhos. E descendo pelo caminho do complexo, tem um manancial lá embaixo que dá pra tomar banho. À noite, vimos um filme em Sarteano.

Bagni Vignoni

Salci foi nossa primeira parada no dia seguinte. É uma cidade-castelo abandonada e interditada. Fiquei muito curiosa pra ver um castelo por dentro, mas nessa viagem não deu pra entrar em nenhum…

Fizemos uma parada num lugar chamado Tane del Diavolo (Toca do Diabo). Antigamente se podia tomar banho lá, mas o manancial tá secando. Acho que por causa de uma obra inacabada.

De lá fomos a Carnaiola para a sagra da pizza. A cidade é numa montanha, como tantas outras que visitei, e deve ter só uns 500 habitantes. Antes da festa começar, estava tendo uma procissão. Depois de comer fomos embora porque os shows não pareciam ser muito bons.

Terminamos a noite indo para Città della Pieve, onde tinha uma festa medieval. Que coisa linda! As pessoas com roupas e suas lojas como na idade média. Além de apresentações pela rua e venda de comida e bebida típicas da época. Sem falar que a cidade também é linda!

Festa medieval em Città della Pieve

Durante o dia seguinte descansamos. Só à noite saímos para ver um festival maravilhoso de grupos populares em Castiglione del Lago. Se apresentaram grupos de Portugal, Polônia, Turquia e Itália.

Grupo da Turquia

Completando uma semana na Itália, decidimos viajar pro litoral. Mas quando estávamos pegando a estrada deu um probleminha no reservatório do carro e tivemos que adiar a viagem. Nesse dia fazia um calor absurdo!

Almoçamos na Sagra del Raviolo, em Contingnano. O melhor ravioli que eu comi na vida! Comemos muito e muito bem! Pra fazer a digestão, passamos a tarde à beira do lago de Chiusi. Paisagem linda!

Sagra del Raviolo em Contignano

Lago de Chiusi

No outro dia, passamos a tarde em um clube da cidade de Sarteano. A água das piscinas vem de um manancial que tem ali perto, super limpinha e sem cloro. Uma delícia! Só não lembro o nome do clube…

No fim da tarde fomos pro meio do mato em Gioiella, atrás de comer amora direto do pé. O dia foi bem light pra gente poder começar a viagem ao litoral no dia seguinte. Depois de uma bom pedaço de estrada, paramos em Trevinano pra almoçar. Fica em cima de uma montanha e as casas têm umas portas bem pequeninas. Acho que a maioria delas estão abandonadas. No restaurante, a família dona do lugar ainda estava almoçando. Tivemos que esperar eles terminarem para nos servir. Comemos pici caseiro com carne de javali!

Trevinano

Enquanto eles comiam a gente só olhava...

Nossa próxima parada é um lugar que impressiona já pouco antes de se chegar lá. Sorano é uma cidade etrusca à beira de um abismo. Fiquei maravilhada quando vi, ainda na estrada, mas pena que minha câmera não conseguiu registrar muito bem aquela vista. A gente subiu e desceu ladeira naquela cidade, dá até pra se perder lá, parece um labirinto. É linda demais!

Sorano

Sorano

Ainda passamos rapidinho em Sovana e depois fomos a Montemerano comer e descansar um pouco. Depois que escureceu (nessa época o sol tava se pondo às 21h), fomos procurar um lugar pra dormir.

Montemerano

Encontramos um terreno onde tinha uma plantação de oliveiras e estacionamos por entre as árvores. Esse é o pequeno detalhe da viagem: viajamos com o pulmino de Paolo, que é tipo um trailer. No carro tem cama, armário e um reservatório de água. Então, nada de gastar se preocupar com hospedagem, é só achar um lugar tranquilo pra estacionar. Dormir no meio da natureza foi lindo. O céu da Toscana é maravilhoso, o ar é mais puro e tudo, os raios de sol, as nuvens, estrelas, a lua, o pôr-do-sol… tudo fica mais bonito!

Da cor do fusca!

No próximo post continuamos a viagem…