Itália – Abr.2011

janeiro 22, 2012

Só pra 2011 não passar tão em branco resolvi postar um vídeo que fiz. Em Abril meu namorido e eu (mais ele do que eu), organizamos uma roda de choro na nossa casinha lá na Itália. Não sabe o que é uma roda de choro? É quando músicos apaixonados se reúnem pelo simples e singelo prazer de tocar e estarem juntos.

Muito orgulho ver música brasileira de qualidade sendo tocada e adorada por bons músicos gringos e brasileiros que moram no exterior. Divirtam-se!

Natal Nov.2011

janeiro 22, 2012

Há muito tempo que não atualizo aqui.. foram muitas viagens e mudanças que acabei por não registrar, e por agora vim parar em João Pessoa. Terrinha tranquila e boa de morar. Daí, resolvi passar um fim de semana em Natal com o amore. Dessa vez sem fusca, que foi vendido depois da viagem à Chapada Diamantina em 2010.

Fui de João Pessoa pra lá de ônibus. Chegando na rodoviária, é só atravessar a avenida e pegar o ônibus que vai pra Ponta Negra, o 66. Quando perguntei à moça, onde passava o ônibus, ela me disse: “Demora, mas passa”. E realmente esperei um bom tempo na parada… Mas o que ela não me disse é que esse ônibus faz um arrodeio terrível pra chegar lá, não chegava nunca!! rs…

Enfim, ficamos hospedados em Ponta Negra mesmo. Uma pousada bem legal e com um papagaio muito divertido. Recomendo a pousada Olho de Tigre. Pertinho da praia… queria mais o quê?

Não sei se não demos sorte ou se a situação é essa mesmo, mas fomos ao centro histórico de Natal, que é lindo por sinal, mas me pareceu tudo meio abandonado. Passamos na Ribeira, onde tem o porto. Fomos à noite, em pleno sábado, e não tinha nem um barzinho aberto, uma festinha, nada! As construções antigas são linda, mas estão precisando de um pouco de cuidado…

Acabamos voltando pra Ponta Negra, que é onde se concentra as opções noturnas, principalmente para os turistas. Mas até na rua onde se localiza o bar e hostel que é um castelo (famoso até por ter recebido a visita de David Beckham) achei meio fraco o movimento. Eu tinha ido lá em meados de 2006, e era quase intransitável de tanta gente e carros passando.

Dessa vez não: rua tranquila, alguns bares que me lembrava nem existem mais… Talvez tenha sido a época, impressão, não sei… Só sei que esse fim de semana foi mesmo de praia, sombra e água fresca! Eu tava precisando…

JOÃO PESSOA – NATAL /NATAL – JOÃO PESSOA: a empresa que faz a linha é a Nordeste, cada trecho custa em torno de R$30,00.

Barra de Camaratuba – Jan.2011

janeiro 29, 2011

Voltando à atividade! Ainda tou devendo um post sobre a Chapada Diamantina e a Puglia, mas um dia sai! Vamos ao que interessa: a primeira viagem de 2011. Um fim de semana prolongado…

Inicialmente o plano seria passar 2 dias na Baía da Traição e 2 dias em Barra de Camaratuba, Paraíba. Acordamos de 5 da matina pra começar a jornada. Bom, chegando na Baía, pra falar a verdade eu e meu amore não gostamos muito de lá. Estávamos procurando um lugar mais tranquilo e achamos a Baía grande demais e também não achamos muito convidativo os caixas de som enormes que vimos em varandas de algumas casas. Queremos é sossego!

Almoçamos e pegamos mototaxi até a ‘boca da Barra’, como o pessoal chama onde o rio deságua no mar e para chegar em Barra é preciso pegar uma balsa.

A margem direita do Rio Guajú, no centro da região de fronteira, está a vila de pescadores de BARRA DE CAMARATUBA, ultimo distrito do Estado da Paraíba. Pertencente ao município de Mataraca, encravada entre dunas e grandes reservas ecológicas a “Barra”, como os nativos a denominam, é o que se pode chamar de paraíso tropical. Com uma população que não chega a mil habitantes, o vilarejo vem despertando o interesse de visitantes e investidores estrangeiros que planejam com o apoio do poder público municipal transformar a Barra de Camaratuba em um ícone do desenvolvimento turístico, sustentável e preservacionista, com foco no ecoturismo turismo rural e de aventura.

Quando chegamos na boca da Barra já era por volta de 13h, relaxamos um pouco num barzinho que tem na beira do rio. Depois atravessamos e começou a busca por hospedagem. Lá não tem muita opção, acho que só umas 4 ou 5 pousadas e os preços não são muy amigos. Depois de muito perguntar por uma casinha pra alugar, achamos um quartinho com preço camarada e foi ali que nos instalamos.

A quinta-feira foi dia só de viagem, já a sexta e o sábado foram dias de chuva! Infelizmente por causa disso não deu pra fazer nenhum passeio nos arredores, mas ainda dava pra dar um pulo na praia, que aliás tem um mar muito forte. Tanto que nesse fim de semana teve até um campeonato de surf lá.

Uma coisa que deu pra fazer foi caminhar pela praia até a área onde é produzida energia eólica. É só ir se afastando do vilarejo pra aproveitar de uma praia deserta e maravilhosa. Pena que na volta a chuva nos pegou no caminho…

Finalmente, no domingo, o sol se mostrou forte e com a maré baixa era uma manhã perfeita pra dar uma corrida na praia e se refrescar no mar mais calmo. Depois do almoço, com a maré ainda baixa, dava para atravessar o rio e entrar por trilhas ná áreas das falésias. A gente andou horrores debaixo de sol quente tentando achar um caminho pra descer à praia mas não existe. Só indo mais longe, o que é uma pena, porque aquela praia é maravilhosa e deserta! Aí tivemos que voltar e por sorte a maré ainda permitia que atravessássemos o rio andando.

O domingo compensou a viagem, mas já na segunda de 5h30 da manhã sai o único ônibus por dia para João Pessoa.  E aí foi uma verdadeira odisséia… O valor da passagem é R$15,00, tem meia para estudante mas só para quem tem carteira da Paraíba! Não adianta mostrar sua carteirinha da UNE que eles não aceitam, legal né? O ônibus não tem o que falar, é velho, apertado, não tem ar condicionado e é o famoso pinga-pinga. Entra em Mataraca e Mamanguape e para 500 vezes pro pessoal subir e descer. Assim, o ônibus simplesmente fica lotado e com várias pessoas em pé. Imagina que delícia: pagar R$15,00, R$10,00 ou R$5,00 (depende de onde você pega ele) e ir em pé até João Pessoa! Pra voltar a Recife pagamos o mesmo valor e viemos num ônibus bem mais confortável…

RECIFE – JOÃO PESSOA: pela Progresso tem vários ônibus por dia, pagamos R$18,00 cada.

JOÃO PESSOA – BAÍA DA TRAIÇÃO: a linha é feita pela Rio Tinto e custa R$12,00. São apenas 3 ônibus por dia: 5h, 11h e 16h.

BAÍA DA TRAIÇÃO – BARRA DE CAMARATUBA: o valor do mototaxi é R$10,00 por pessoa.

BARRA DE CAMARATUBA – JOÃO PESSOA: a linha é feita pela Rio Tinto e custa R$15,00. Apenas 1 viagem por dia às 5h30 da manhã.

JOÃO PESSOA – RECIFE: pra voltar escolhemos a Bonfim que é mais barata que a Progresso. Pagamos R$15,00 cada.

Adeus ano velho, feliz ano novo!

dezembro 31, 2010

O ano de 2010 foi o ano mais lindo da minha vida! Fiz duas viagens incríveis que me fez descobrir muita coisa linda do mundo e de mim mesma. Foram tão maravilhosas que ainda não encontrei as palavras para descrevê-las aqui.

A primeira delas foi à chapada diamantina na Bahia, foram quase 2 meses de viagem e descobertas. Cresci e fui muito feliz. A segunda foi à Itália, onde passei quase um mês viajando pelo sul da bota.
Visitei o paraíso em continentes diferentes, mas igualmente maravilhosos. E desejo muito que 2011 seja um ano de descobertas tão linda quanto estas pra todos vocês!

É oficialmente carnaval em Pernambuco!

fevereiro 6, 2010

Ontem rolou a abertura oficial do carnaval de Pernambuco. É bom demais não precisar viajar pra poder curtir o melhor carnaval do mundo! Recomendo:

06/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda)
18h –  Afoxé Oyá Alaxé
19h20 – Edilza
20h40 – Maracatu Nação Pernambuco & Tambor Lelê de Minas
22h – Elza Soares & Farofa Carioca

07/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda)
 18h  – Samba de Véio de Petrolina 
19h10 –  Clube do Samba do Recife
20h20 – Belo Xis, Paulo Izidoro, Ramos Silva, Galeria do Ritmo e Wellington do Pandeiro
22h –  Leci Brandão

08/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda)
18h – Maciel Salu
20h20 – Los Sebosos Postizos e convidados
21h40 – Original Olinda Style: Eddie & Orquestra Contemporânea de Olinda

09/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda)
18h – Bloco Lírico Batutas de São José
20h20 – Orquestra de Maestro Duda
21h40 – Elba Ramalho

 10/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda)
18h – Steel Band – Participação Maestro Forró
20h20 – SpokFrevo Orquestra

11/02  Pólo Fortim (R. Marcos Freire – Beira Mar de Olinda) 
–  Alceu Valença (participação de Don Tronxo)
 – Academia da Berlinda
–  Mundo Livre s/a

12/02 Abertura do carnaval do Recife (Praça do Marco Zero)
19h  – 700 batuqueiros de maracatu sob a regência de naná vasconcelos
Com a participação: Grupo voznagô, Getúlio cavalcanti com alessandra cavalcanti
– Spokfrevo orquestra, maestro marco cezar e coral edgard
Moraes com participação especial de: André rio, Claudionor germano, Elba ramalho, Maestro forró, Luiz melodia
– Zeca Pagodinho

13/02  (Praça do Marco Zero)
22h30 – Otto e Convidados
0h – Lenine
2h – Jorge Ben Jor

14/02  (Praça do Marco Zero)
21h – Oquestra Popular da Bomba do Hemetério
22h30 – Cascabulho com Tom Zé
0h – Zé Ramalho
1h30 – Cordel do Fogo Encantado com Coco Raízes de Arcoverde

14/02  (Praça do Arsenal)
22h – Mônica Feijó
23h – Geraldo Maia
0h – Silvério Pessoa com participação de Fernanda Takai

14/02  (Pátio de São Pedro)
23h – Isaar

0h – Mombojó
0h – Orquestra Contemporânea de Olinda

15/02  (Pátio de São Pedro)
22h – Karina Buhr
23h – DJ Dolores
0h – Arnaldo Antunes

15/02  (Rec Beat)
22h00 – Madensuyu (Bélgica)
23h10 – Ojos de Brujo (Espanha)
00h30 – Céu (SP) 

16/02  (Praça do Marco Zero)
22h30 – Elba Ramalho

0h – Alceu Valença
2h – Apoteose com a Orquestra Multicultural do Recife
3h – Arrastão do Frevo

16/02 (Rec Beat)
20h – Mestre Galo Preto

21h – Caldo de Piaba
22h – Cidadão Instigado
23h10 – Cabezas de Cera
0h30 – Original Olinda Style

Programações completas:
www.recbeat.com.br
www.carnavaldepernambuco.com
www.carnavaldorecife.com.br
http://carnaval.olinda.pe.gov.br/

Sergipe Dez.2009

fevereiro 3, 2010

Continuando a viagem… De Penedo, atravessamos o rio São Francisco de balsa e chegamos a Neópolis. Passamos por Ilha das Flores e continuamos em busca de um caminho para Pirambu. Todo mundo que a gente perguntava dizia que era logo ali, que era só ir direto… mas era longe pra caramba! Como toda aventura não tinha sido o bastante, o plano era pegar uma estrada de terra pelo litoral, de 50 km, até Pirambu (com aquele fusca!). Finalmente achamos a estrada e daí em diante o ritmo era o ‘devagar e sempre’. Percorremos quilômetros sem nenhum sinal de gente, foram poucos povoados no caminho. Ah, se o fusca quebrasse… Mas a paisagem compensou qualquer risco, maravilhosa!

Até um carro de bois passou por nós, coisa cada vez mais rara de se ver, principalmente para os seres urbanos que raramente deixam suas casinhas-de-pombo…

Chegamos em Pirambu quebrados! Quase sem conseguir andar direito… rsrs Almoçamos e passamos pela praia, mas não gostamos muito e continuamos nosso caminho. Antes de passar por Barra dos Coqueiros, a gente parou numa praia deserta pra descansar um pouco. Era uma área na qual havia apenas algumas casas em construção, mas não era muito bonita.

Perto das 15h finalmente chegamos em Aracaju com aquele fusca imponente! Rodamos um pouco procurando hospedagem e sentimos como o trânsito lá é meio caótico. Sem falar que o sinal demora um tempão fechado. Também descobrimos que lá, pousada pode ser sinônimo de motel. rs No fim das contas ficamos no Grande Hotel bem no centro da cidade. Ainda demos uma caminhada pelo comércio e perto dos mercados públicos. De noite, uma volta pela zona sul. A ‘maior ávore de Natal do mundo’ fica linda na paisagem.

Fusquinha de portas abertas pra pegar um ventinho em Aracaju

Pela manhã fomos na praia de Atalaia, mas assim que chegamos, começou a chover. Passada a chuva, passeamos pela orla que é bonita e bem projetada. Voltamos ao centro e almoçamos no 1º piso do Mercado Antônio Franco, que é lindo e muito bem organizado.

Mercado Antônio Franco

Mercado público de Aracaju

Depois fomos ao outro mercado público, acho que se chama Thales Ferraz. Ali tem de tudo! Ver aquele ‘caos’ organizado é muito bonito.

Mercado Thales Ferraz

O resto da tarde passamos caminhando pela cidade, passando pela catedral municipal e também pela praça perto da ponte do imperador. Achei triste ver numa praça entre dois prédios do governo, pessoas sem-teto morando. Se não me engano, um dos prédios era a câmara municipal.

Como essa era minha última noite em Aracaju, jantamos num excelente rodízio de sushi perto do Iate Clube, pra fechar com chave de ouro!

No 24 de Dezembro ao meio-dia, peguei o ônibus na rodoviária. Cheguei em Recife às 20h30. Paolo voltou com o fusquinha inteirinho (!) uns dias depois. Mas essa foi sua ultima viagem, agora jaz em um ferro velho quaquer em olinda…

ARACAJU – RECIFE: pela Progresso só tem 1 ônibus por dia para Recife, às 12h. O valor é de R$63,00. A Real Alagoana também faz essa linha, mas saindo às 23h. Custa R$71,00.

Alagoas Dez.2009

janeiro 26, 2010

Saímos de Olinda às 5h30 da manhã do dia 15. Fizemos uma parada rápida em São José da Coroa Grande e acho que antes das 11h a gente já estava em Maragogi. Ficamos numa pousada na beira-mar. A praia de Maragogi é linda! Quando está ensolarado o mar chega a ser esbranquiçado. O melhor lugar pra tomar banho é um pouco ao norte de um resort que, se não me engano, se chama Pontal de Maragogi. Incrível como na melhor parte da praia não tinha ninguém, e o dia estava lindo!

Maragogi

O que me chamou atenção foi a arquitetura da cidade, achei as construções horrorosas. E dá pra ver que muitas delas tiveram os 1º e 2º andares construídas bem depois do projeto original. Com o correr da viagem, vi que parte do litoral alagoano é parecido nesse aspecto.

Casas em Maragogi

Propaganda estranha

Catula e rela? Acho que todo mundo que não é de lá fica intrigado ao passar por essa casa. Perguntando na pousada, descobri que catula e rela são dois irmãos conhecidos da área por beber um pouco além da conta e disponibilizam uma ducha para os banhistas da praia. Pra completar a propaganda só fico devendo o preço do banho…

Na manhã seguinte, a chuva atrapalhou nossos planos de ir à praia perto do resort. Então seguimos viagem…

Fizemos uma parada rápida em Japaratinga e depois atravessamos de balsa para Porto de Pedras. Daí pra achar um lugar bom e barato pra almoçar foi complicado, nem lembro em que cidadezinha a gente almoçou. Mas demorou um bocado… Tivemos problemas também pra achar um lugar pra dormir nessa área. São poucas as pousadas, e caras! Em uma, a diária chegava a mais de mil reais. Só coisa de luxo, mas os povoados mesmo são bem simples. Só conseguimos um lugar mais em conta na cidade de São Miguel dos Milagres.

Porto de Pedras

Na quinta-feira continuamos rumo ao sul. Pouco antes de chegar em Barra de Santo Antônio, paramos num lugar especializado em produtos de búfalo. Comemos um delicioso espetinho de carne de búfalo acompanhado de queijo de búfala. Fica na beira da estrada e vale a pena a parada.

Chegamos à praia de Paripueira que é bem tranquila. No mar vi uma mancha escura que me pareceu um tubarão, mas parece que era só um bolo enorme de sargaço boiando. Só que como é melhor não arriscar, saí rapidinho da água. rs

Praia de Paripueira

Mais tarde nos deram uma dica pra chegar na praia de Ipioca. Pra ter acesso tem que entrar num condomínio, onde fica o restaurante Hibiscus. Toda a área é de propriedades privadas, acho que só mesmo pelo restaurante se tem acesso à praia. Brasil…

Praia de Ipioca

Em Maceió passamos a noite, mas foi complicado achar vaga nas pousadas. Ia ter um concurso federal e tava tudo já reservado. Depois de procurar muito, achamos uma no centro, mas no outro dia teríamos que deixar o quarto. À noite, demos uma volta na orla e pela manhã uma caminhada no centro. Vi várias construções antigas muito bonitas, mas não deu pra conhecer muito porque tivemos que deixar a cidade por não ter onde ficar.

A praia do Frânces é bem organizada turisticamente. Só não achei legal não ser proibido som de carro na praia. Incomoda muito a quem não gosta e quer tranquilidade.

Mais ao sul, paramos no mirante do Gunga. Uma vista incrível de uma fazenda imensa de coqueiros. É maravilhoso! Descobrimos que pra ter acesso à praia do Gunga, tínhamos que voltar um pouco e entrar na fazenda do Gunga. Mais uma propriedade privada! De tardezinha, já estava vazia e os bares fechados, mas é um lugar bem badalado. Tivemos sorte, a praia é linda.

Vista no Mirante do Gunga

Para achar um lugar pra dormir, tivemos que voltar pra Barra de São Miguel. Do pontal dá pra ver a queima da cana no canavial próximo. Nessa cidade também vi uma coisa que só tinha visto em filme até agora: uma televisão pública no meio da praça! E o curioso é que só tinha homem assistindo a novela.

TV na praça de Barra de São Miguel

TV na praça de Barra de São Miguel

Um pescador nos indicou uma praia chamada Lagoa Azeda e logo no outro dia fomos pra lá. Paramos numa barraca na beira da praia onde tinha um grupo de pescadores, pra comer um peixe fresco frito. Conversa vai, conversa vem… começaram a chegar pescadores que estavam no mar há 1 semana com um carregamento de peixes e arraias. E foi uma dessas que a gente esperou para o almoço. Arraia no coco com pirão de arraia fresquinha, uma delícia!

Praia de Lagoa Azeda

Barraca de pescadores

Pessoal comprando peixe

Gatinho malandro

Arraia desfiada e pirão de arraia

De Lagoa Azeda fomos para a próxima praia que eu não sei o nome. Na entrada não tinha nenhuma placa. É uma praia deserta e com um paredão de falésias. Lindo!

Praia perto de Lagoa Azeda

Outro lugar que os pescadores indicaram foi Dunas de Marapé. Pra atravessar o rio de barco e almoçar no restaurante à beira-mar custa R$35,00, se bem me lembro. Mas quem é liso como eu, pode entrar por uma fazenda mais adiante e chegar numa parte mais estreita do rio. A maré estava enchendo e deu pra atravessar nadando, mas pra quem não sabe nadar, melhor não se arriscar pois tem um pequeno trecho que é muito fundo e a correnteza é um pouco forte. Também vale a pena tomar banho na beira do rio sem precisar atravessar. O lugar é uma maravilha!

Dunas de Marapé

Passamos ainda pela praia de Jequiá e na de Poxim, onde dá pra perceber o avanço do mar que já derrubou alguns coqueiros. De noite, achamos pousada em Coruripe.

Praia de Poxim

No domingo fomos passando por Barreiras, Miaí de cima e Miaí de baixo. Nessa última a situação era ainda pior, com esgoto perto da praia e muito lixo na areia. Além das pessoas com o som do carro ligado em alto volume.

A última praia que visitamos em Alagoas foi a do Peba. Foi tão legal que até superamos o trauma de atolamento do fusca (ler post RN Mar.2009) e fomos com ele pela areia da praia! Atravessamos com ele um pedacinho de rio que desagua no mar até chegar na área das dunas. Deixamos o carro na beira da praia e fomos a pé até as dunas, que não ficam tão perto do mar (uns 5 minutos). Chegando lá, a gente teve que voltar rapidinho porque a maré tava enchendo e era arriscado o fusca ficar ilhado. Na travessia de volta pelo rio, a água já estava mais alta e acabou molhando o motor, mas nada muito grave. O melhor mesmo foi as caras das pessoas, perplexas, vendo a gente passando pela água com aquele fusca! rs

Praia do Peba

Dunas na Praia do Peba

Saindo de lá, fomos no povoado de Bonito, que fica vizinho. De lá, a gente chegou às dunas por dentro. Dois vaqueiros nos acompanharam por boa parte do caminho e depois voltaram ao trabalho. Nessa área o mar fica ainda mais distante, uns 20 minutos de caminhada, mas não fomos. Subimos em algumas dunas até encontrar um pequeno oásis. Que paraíso! Uma paz enorme se sente lá em cima. O único problema foi que quase que minha câmera se estraga com tanta areia. Voltamos pro carro exaustos, com os pés pretos de lama do pasto por onde passamos e sem água pra beber!

Dunas em Bonito

Pequeno oásis

Em Piaçabuçu, encontramos um lugar pra dormir. Incrível como em cada bar, restaurante, boteco e afins, tinha uma carro com o som ligado na frente! Me pareceu a única ‘diversão’ por lá em pleno domingo.

Chegada dos pescadores em Piaçabuçu

Pela manhã demos uma volta nas margens do São Francisco. Chegavam uns pescadores enquanto mulheres lavavam roupa e os papudinhos se divertiam. Que lugar! Visitamos um povoado próximo chamado Potengi, também à beira do rio. Depois voltamos pra pegar as coisas e ir para a próxima cidade.

Rio São Francisco

Povo animado na beira do rio

Penedo é uma cidade histórica muito bonita. É muito agradável caminhar por suas ruas de tardezinha e passear pela ‘orla’. Ficamos numa pousada às margens do Velho Chico. Pena não poder apreciar o pôr-do-sol naquele dia, pois estava completamente nublado… No outro dia, acordamos cedinho para pegar a balsa para Sergipe…

Penedo

Penedo

Rio São Francisco visto da pousada

O litoral de Alagoas, em sua maior parte, é maravilhoso! Conhecer quase tudo a bordo daquele fusca, foi uma aventura incrível! Mas o danado do fusca é forte e foi ainda mais longe…

Toscana – Itália Ago.2009 – Part.3

janeiro 19, 2010

Em meus últimos dias na Itália visitamos cidades maiores e mais famosas do que as que vimos até aqui. Siena foi a primeira delas. É belíssima, os prédios antigos são lindos e as ruas estavam bem movimentadas. Entramos na Basilica de San Domenico, onde está a cabeça e o dedo indicador da santa padroeira da cidade, a Santa Catarina. A área dedidaca a ela é lindíssima, cheia de pinturas. Mas não consegui tirar foto porque o padre me deu uma bronca e ficou vigiando. rs

Prédio com cabeças

Basilica de S. Domenico

A catedral de Siena lembra a de Orvieto e guarda tesouros incríveis. O piso é repleto de desenhos feitos com pedras recortadas, tipo mosaico. A nave da catedral é adornada com dezenas de bustos de Papas e imperadores, além de esculturas e afrescos maravilhosos. O que me impressionou muito também foi o acervo de manuscritos com iluminuras, que eu já tinha ouvido falar em algumas aulas na faculdade de design. Não podia imaginar que um dia veria vários deles tão de perto e muito bem conservados. É tanta coisa ali dentro que eu mal sabia pra onde olhar primeiro. O valor da entrada é 6 euros.

Catedral de Siena

Piso da catedral

Nave da catedral

Iluminuras!

Compramos algumas coisas numa pasticceria e fomos comer na Piazza del Campo. É lá onde acontece a famosa corrida do ‘Palio’, que é uma corrida de cavalos e acontece em Julho e Agosto. Aliás, o bairro campeão ainda estava comemorando a vitória nesse dia. A praça é em formato de concha e tem umas construções enormes ao redor, incluindo uma torre de uns 100m de altura.

Piazza del Campo

Piazza del Campo

Assistimos o show da banda setentista L’aria, na praça San Francesco. Foi muito bom! Depois voltamos a Piazza del Campo pra tomar um pouco de vinho antes de ir embora. Lutando contra o sono, um tentando manter o outro acordado, conseguimos voltar de madrugada para Gioiella.

Na tarde seguinte fomos a Arezzo, cidade que foi cenário do filme ‘A vida é bela’. As ruazinhas são um charme, a praça principal é linda, mas o que me chamou bastante atenção também foram as roupas de inverno em liquidação nas vitrines das lojas. Cada uma mais linda que a outra!

Sobre o filme

Arezzo

Arezzo

Perugia, na região da Umbria, foi a maior e a última cidade que eu visitei. Durante a viagem, nas cidades cheias de subidas e descidas eu sempre dizia que deveria ter nesses lugares um elevador ou escadas rolantes. E finalmente, na última cidade visitada, meus pedidos foram atendidos! \o/ Em várias partes há escadas rolantes que vão pro centro histórico. É alucinante você entrar numa área bem moderna, que parece um entrada de metrô, pegar a escada rolante e ir parar no meio daquelas construções antigas. Perugia é enorme e a vista que se tem lá de cima é maravilhosa!

Benvenuti!

Perugia

Vista lá de cima

O dia seguinte foi bem tranquilo em Gioiella e Chiusi. Como foi comum durante toda a viagem, comi muito nesse dia. Aliás, acho que a Itália é o lugar do mundo onde se come melhor (como se eu conhecesse o mundo todo…). Quanta comida gostosa eu provei (eufemismo!) nesses dias maravilhosos de verão, vou sentir saudade sempre.

Conhecer parte da Itália que não está nos guias de viagens foi incrível. Sempre me pegava boquiaberta vendo aquele mundo novo pra mim, segurava o queixo, mas logo me esquecia assim que via outra coisa nova e lá estava eu de boca aberta de novo, como uma criança.

Às 9h da manhã seguinte, chegamos no aeroporto de Roma que estava um caos. Fiquei até 10h na fila do check-in e o voo ia atrasar uma hora. Esperei umas duas horas até o embarque. Viajando de dia, finalmente pude ver a paisagem lá de cima. A rota passava pela Sardenha, que de cima forma um mosaico lindo nas áreas de plantação. A Espanha também é cheia desses mosaicos, mas é mais avermelhada, enquanto a Sardenha é mais verde.

Sobrevoando a Espanha

Cheguei em Lisboa às 15h30, como o voo sairia às 16h, corri feito louca até o portão de embarque e só então descobri que o voo atrasaria meia hora. Alguma coisa me dizia que isso não ia dar certo… Chegando em Recife perto das 20h30, recebi a linda notícia de que minhas malas tinham ficado em Lisboa. Sabia que isso ia acontecer comigo! rsrs A TAP me entregou em casa dois dias depois e elas estavam inteiras! Ufa…


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